Em meio ao flagrante distanciamento do bolsonarismo, o governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) se viu obrigado a explicar a deputados bolsonaristas o acordo feito há 20 dias com Valdemar Costa Neto para apoiar um afilhado político do presidente nacional do PL na eleição à presidência da Assembleia Legislativa paulista (Alesp), marcada para março do ano que vem.
As informações são do Metrópoles.
Em mais de uma conversa com aliados de Jair Bolsonaro (PL) que o visitaram no gabinete de transição de São Paulo nos últimos dias, Tarcísio justificou sua decisão dizendo que precisava retribuir a Valdemar a ajuda que ele está dando ao presidente da República depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
Tarcísio se refere ao acordo feito entre Bolsonaro e Valdemar após a eleição, no qual ficou acertado que o Partido Liberal bancará salário, casa e advogados para o atual presidente a partir de 2023, quando ele ficará sem mandato.
Os bolsonaristas ouviram, mas não engoliram a justificativa do futuro governador. Para eles, o afago a Bolsonaro era o mínimo que Valdemar poderia dar depois que o bolsonarismo ajudou o PL a eleger as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado.





