Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Arthur Lira (PP-AL), da Câmara dos Deputados, tiveram um encontro na manhã de hoje (9) para discutir o enfrentamento políticos do parlamentar e tentar melhorar o clima entre Congresso e Palácio do Planalto. A reunião aconteceu depois do deputado ter tornado públicas suas insatisfações no discurso de reabertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (5).
Segundo aliados de Lira, o deputado deixou a reunião satisfeito, classificando o encontro como positivo e dizendo que, a partir de agora, o jogo “estava zerado”, com a promessa de poder contar mais com a interlocução do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de ter um canal mais direto com Lula.
Quando Lira precisar falar com urgência com Lula, ficou combinado que o deputado deve ligar para o Valmir Moraes da Silva, chefe da Ajudância de Ordens da Presidência. Umas das principais insatisfações de Lira é com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Os dois estão rompidos há alguns meses.
Lira levou dois pontos principais para a conversa: problemas de relacionamento e um histórico de entregas que a Câmara fez ao governo Lula até este momento.
Entre as queixas de Lira estavam também a falta de cumprimento de acordos, como o pagamento de emendas e os vetos presidenciais a projetos que tiveram longo debate no parlamento, como ao arcabouço fiscal, às leis de Garantias, apostas esportivas e ao projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Segundo interlocutores, Lira disse a Lula que “há um ano” afirma que “o governo não está cumprindo acordos”.
Sobre o histórico de entregas, Lira listou desde a aprovação da PEC da transição, ainda em 2022, que permitiu espaço fiscal para projetos caros ao governo, como o Bolsa Família, até sua atuação no 8 de janeiro em 2023, em que Lira esteve presente e aprovou, no dia seguinte, a intervenção no Distrito Federal. Para esses aliados do presidente da Câmara, Lira não pode ser colocado como um “algoz” do governo Lula.
Lula questionou Lira sobre o discurso da abertura do Congresso, considerado duro e agressivo contra o governo. Lira fez ponderações sobre sua atuação como presidente da Casa.
Com informações de O Globo.





