Um mês após a morte de um turista nas escadarias do Cristo Redentor, um novo incidente reacendeu o alerta sobre a segurança no principal ponto turístico do Rio. Nesta quinta-feira (18), um adolescente chileno foi atingido por um pedestal que caiu devido a uma forte ventania no platô do monumento.
Diante do ocorrido, equipes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e do Procon-RJ estiveram no local nesta Sexta-feira da Paixão e notificaram a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, responsável pela administração do espaço. Segundo os órgãos, foi constatado que a instalação de estruturas utilizadas para eventos na área do monumento não tem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nem do Corpo de Bombeiros.
Como medida preventiva, a Secretaria determinou a proibição de qualquer nova montagem até que a documentação exigida seja apresentada.
— Há a necessidade de autorização do Iphan por se tratar de um monumento tombado e do Corpo de Bombeiros para que os eventos não promovam riscos para os consumidores que estejam no local — afirmou o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
O órgão também solicitou a desmontagem imediata das estruturas vinculadas ao acidente. A reinstalação só será possível após um pedido formal para realização de eventos e uso de instalações provisórias ser protocolado junto ao Iphan.
No último dia 17 de março, o Cristo Redentor chegou a ser interditado após o turista Jorge Alex Duarte, de 54 anos, sofrer um infarto e morrer nas escadarias do complexo. Na ocasião, foi constatado que o posto de saúde previsto para funcionar no local estava fechado. A tragédia expôs ainda falhas em acessibilidade e sinalização, motivando a suspensão temporária da venda de ingressos e transporte para o monumento.
A concessionária Trem do Corcovado, responsável pelo trajeto até o alto do morro, afirmou na época que a interrupção de seus serviços foi consequência do fechamento do ponto turístico. Em nota, alegou que responde apenas pela manutenção da via férrea, e não pela criação ou gestão da infraestrutura no platô.
Com a nova ocorrência, autoridades voltam a discutir a segurança do espaço, que recebe milhares de visitantes diariamente e é símbolo do turismo no país. Se as exigências não forem cumpridas, o Cristo poderá ser novamente fechado ao público.
Com informações de O GLOBO.





