Maria Neida Falcão, 69 anos, gosta de ler no tempo livre — títulos sobre História do Brasil são os seus favoritos. Também por isso, o diagnóstico de glaucoma e o medo de perder a visão a afligiram bastante. A assistente social aposentada só ficou mais tranquila depois de passar por exames no Supercentro Carioca de Saúde, em Benfica, Zona Norte. E aí veio outra boa notícia: seu acompanhamento se deu de forma bastante rápida porque, de acordo com a Secretaria municipal de Saúde (SMS), a fila de glaucoma do Rio no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) foi “zerada”.
Moradora da Tijuca, Maria Neida reclamava de dificuldade de enxergar tanto perto quanto longe e chegou a fazer os procedimentos de risco cirúrgico para operar catarata. Quando relatou sua situação no Centro municipal de Saúde Heitor Beltrão, foi encaminhada para um especialista em glaucoma, no Centro Carioca de Olho (CCO), inaugurado em fevereiro, que integra o complexo do Supercentro.
— Em uma semana, foi marcada minha consulta. A doutora que me atendeu fez um monte de exames e marcou alguns mais específicos, para saber se o caso é cirúrgico. Já estou usando um colírio específico para glaucoma, receitado por ela, e fiz exame de grau — detalha a aposentada.
A esperança dela e de outros pacientes aumentou com a melhora dos números da fila no Sisreg. Na prática, a fila é considerada zerada quando o paciente consegue fazer o agendamento imediato, sem precisar aguardar vaga para ter marcação realizada. Ao todo, de acordo com a SMS, 2.500 pessoas são recebidas diariamente no Supercentro, sendo 1.100 delas apenas no Centro de Olho — o local realiza 80% dos atendimentos oftalmológicos da rede pública da capital.
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, calcula que, até 2024, a unidade passe a realizar transplante de córnea, hoje feito nas redes estadual e federal. Segundo dados do Portal da Transparência, na área de oftalmologia no SUS da capital, a diminuição no número de pedidos à espera foi mais expressiva em “consulta em oftalmologia – glaucoma”. A fila passou de 4.780 em janeiro de 2021 (início da gestão atual) para 182 em abril deste ano.
Com informações do Extra online.





