O Senado rejeitou de forma inédita a indicação do governo federal para o comando da Defensoria Pública da União (DPU) e, agora, o Palácio do Planalto não sabe o que fazer, informa Igor Gadelha, no Metrópoles. Ninguém sabe informar como será o novo processo de indicação do defensor-geral da União pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Defensoria informou que a administração e o conselho superior da instituição ainda examinam as possibilidades, pois, até então, não havia previsão legal para o cenário de rejeição.
No rito normal, a legislação vigente prevê que a DPU escolha, por meio de votação interna, uma lista tríplice, que deve ser enviada para o presidente da República escolher um deles.
Foi o que aconteceu com Igor Roque. Ele havia sido o segundo mais votado na última lista tríplice, composta ainda pelos defensores Daniel Macedo e Leonardo Magalhães.
No Planalto, há quem defenda que, após a rejeição do nome de Igor Roque pelo Senado, a DPU deveria eleger uma nova lista tríplice e enviá-la para Lula escolher.
Segundo a DPU, enquanto o imbróglio não for definido, o vice-defensor público-geral, Fernando Mauro Barbosa de Oliveira Junior, seguirá no comando da instituição interinamente.





