O governo federal anunciou nesta segunda-feira (14) a abertura de uma auditoria para investigar a fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a concessionária Enel, após um apagão que afetou 2,6 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. A medida foi tomada em resposta ao temporal que ocorreu em 11 de outubro, que deixou mais de 2 milhões de pessoas sem energia elétrica.
O secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous, destacou que a prefeitura de São Paulo também foi notificada, exigindo explicações em até três dias sobre a alegação da Enel de que quedas de árvores estão dificultando o restabelecimento da energia. Damous questionou se a prefeitura possui um mapeamento dos pontos críticos e quais medidas de poda estão sendo realizadas.
Para governo, houve falhas na fiscalização
A auditoria foi determinada pelo presidente Lula e liderada pela Controladoria-Geral da União (CGU). O ministro Vinicius Carvalho mencionou que houve falhas claras na fiscalização, classificando como “inadmissível” que um evento como esse ocorra novamente, referindo-se ao apagão de novembro do ano passado. Ele enfatizou que a auditoria avaliará não apenas os erros do passado, mas também medidas futuras para evitar novas falhas. Carvalho também afirmou que os responsáveis por qualquer má gestão dos recursos públicos serão responsabilizados.
A investigação buscará esclarecer a extensão das falhas na fiscalização da Aneel e se a Enel manipulou informações para esconder seus erros. Durante a coletiva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estabeleceu um prazo de três dias para que a Enel resolva os problemas de energia, reiterando que a prefeitura tem parte da responsabilidade pelo apagão.
Com a situação ainda afetando centenas de milhares de pessoas, o governo espera respostas claras e ações rápidas para restaurar a normalidade no fornecimento de energia elétrica.
Com informações da Folha de S.Paulo





