Ao defender Glauber, Lindbergh diz que teria “dado murro” em bolsonarista que o chamou de “cafetão” por relacionamento com Gleisi

Declaração foi dada em sessão da Comissão de Ética da Câmara que discute parecer pela cassação do mandato do parlamentar do PSOL

Felipe Amorim

Em sessão na qual a Comissão de Ética da Câmara pode aprovar o parecer pela cassação do mandato do deputado do Rio, Glauber Braga, por quebra de decoro parlamentar, o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias, disse que teria “dado um murro” no deputado bolsonarista que o chamou de “cafetão” pelo relacionamento com a ministra da SRI, Gleisi Hoffmann. Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que imaginava um “trisal” com o líder do PT, Gleisi Hoffmann e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Lindbergh dizia que Glauber agiu sob forte emoção, diante das ofensas que ouvia. Ele também disse que Lindbergh agia como “cafetão”.

– Se estivesse no plenário, eu me conheço, teria dado um murro nele (em Gayer). Não tenha dúvidas de que teria partido para cima dele – afirmou o deputado fluminense, ressaltando que o melhor foi não ter partido para a agressão contra o bolsonarista.

Glauber Braga foi acusado pelo partido Novo por ter expulsado da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. A cena foi filmada. Costenaro participava de manifestação de apoio a motoristas de aplicativo durante o debate de proposta que regulamenta a profissão. Glauber afirmA que reagiu à provocação do integrante do MBL.

O Conselho de Ética pode adotar quatro tipos de penas em relação aos casos analisados: censura escrita ou verbal, suspensão de prerrogativas regimentais por seis meses, suspensão do mandato parlamentar por seis meses, e perda de mandato. As duas últimas penas precisam ser ratificadas pelo Plenário.

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