O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo descartou a hipótese de que uma bomba tenha sido colocada em um dos carros da comitiva que levou o candidato Flávio Bolsonaro ao debate realizado pela Band em parceria com na noite deste domingo, 18.
Após o encerramento do evento, pessoas que estavam na sede do canal de televisão foram impedidas de deixar o local até que o Gate liberasse a área. O veículo estava estacionado em frente à emissora. Flávio e o presidente Lula (PT) conseguiram deixar o local sem maiores complicações.
De acordo com o porta-voz do Gate, Victor Capello Haddad, a denúncia foi repassada pela polícia do Senado Federal durante o debate.
“Haveria um artefato em um veículo do candidato Flávio. Ambos os cães detectaram um componente químico que pode ser usado para confecção de artefato explosivo. Foi feita uma busca mais minuciosa. São misturas que volatilizaram e indicaram para o cão que poderia ser uma bomba, mas não era. O ambiente está seguro”, afirmou ele, citando a amônia como uma das possíveis substâncias em questão.
Saída da emissora foi bloqueada
“O veículo tem vários componentes químicos, inclusive para o acionamento do air bag. Eu não consigo falar precisamente agora qual dos componentes volatilizou suficientemente para que ambos os cães acreditassem que era um artefato [uma bomba]”, explicou ele.
O porta-voz disse que não tem informações detalhadas sobre como os candidatos foram avisados da ameaça e nem sobre o procedimento adotado para que eles deixassem ao local.
Mais de 50 minutos após o encerramento do debate, jornalistas ainda estavam impedidos de deixar as dependências da Band. A saída principal da emissora havia sido bloqueada por determinação da Polícia Civil.
Inicialmente, a orientação era aguardar a liberação pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), procedimento relacionado à saída do presidente da República.
Primeiro confronto no segundo turno
O debate deste domingo marcou o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro nesta etapa da disputa presidencial. Os dois candidatos não haviam participado de um debate entre si durante o primeiro turno.
O encontro ocorreu em um cenário de empate técnico apontado por pesquisas de intenção de voto divulgadas nos dias anteriores.
Pesquisas apontam diferença dentro da margem de erro
Na pesquisa Datafolha mais recente citada no levantamento, divulgada três dias antes do debate, Flávio Bolsonaro registrou 47% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 45%. A margem de erro era de dois pontos percentuais.
Na rodada da Quaest publicada na quarta-feira anterior, Flávio tinha 46%, contra 44% do presidente. O levantamento também apresentava margem de erro de dois pontos percentuais.







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