Amizade com Rueda e Canella segura Bacellar no União Brasil

Rueda conta com o apoio de Canella e Bacellar para se lançar candidato a deputado federal pelo Rio, no ano que vem

Rodrigo Vilela

Está descartada, até segunda ordem, uma expulsão de Rodrigo Bacellar do União Brasil. O presidente da Alerj, que segue preso por interferir em investigações e ações da Polícia Federal, está afiançado por uma dupla que terá muito espaço nas eleições do ano que vem: o presidente do partido, Antônio Rueda, e o deputado Márcio Canella, de quem é amigo.

Rueda conta com o apoio de Canella e Bacellar para se lançar candidato a deputado federal pelo Rio, no ano que vem. Desta forma, o cacique do União Brasil teria dois importantes cabos eleitorais pedindo votos na Baixada Fluminense e no interior do estado, o que faria da eleição praticamente ganha. No União, o que se fala é que faltam evidências mais robustas de envolvimento de Bacellar com o esquema criminoso. O partido aposta que a Alerj vá soltá-lo, em votação que ainda será realizada. 

Lideranças políticas da Assembleia Legislativa do Rio avaliam que a maioria dos deputados deve votar pela revogação da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), detido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A tendência foi apontada ao jornal O Globo por caciques de três partidos, embora haja divergências sobre a possibilidade de Bacellar retomar o exercício do mandato caso seja solto. A decisão judicial fala apenas em afastamento da presidência da Alerj, e não da função parlamentar, mas o cenário se mantém nebuloso.

Na ausência do presidente, a sessão de ontem foi conduzida pelo vice da Mesa Diretora, Guilherme Delaroli (PL), que barrou manifestações sobre a prisão. A Alerj deve ser formalmente notificada da decisão do STF até o fim do dia, o que abre prazo de 48 horas para que Bacellar envie sua defesa à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O parecer da comissão deve ser apresentado no dia seguinte, antes da votação em plenário.

Sessão aberta definirá se prisão será mantida ou revogada

A palavra final caberá ao plenário, em votação aberta. Caso os deputados decidam manter a prisão, Bacellar ficará afastado do mandato. Mesmo se a prisão for derrubada, lideranças avaliam que novas medidas cautelares podem ser impostas pelo Supremo, o que mantém incertezas sobre o retorno de Bacellar às atividades legislativas.

O regimento interno da Casa estabelece que, havendo vaga em qualquer posto da Mesa Diretora, nova eleição deve ocorrer em até cinco sessões ‎

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