Em meio à preparação para os dias de maior movimentação do Carnaval, trabalhadores informais que atuam na região central do Rio passaram a contar com um novo ponto de apoio. Foi inaugurado nesta sexta-feira (13), na Cidade Nova, o Centro de Convivência das Ambulantes do Carnaval
A iniciativa atende a uma reivindicação apresentada pela presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O espaço, instalado na Casa do Catador, foi viabilizado após articulação com a concessionária Águas do Rio e com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio. Participaram da inauguração representantes do coletivo Elas por Elas, do movimento Trabalhadores Sem Direitos e ambulantes.
Estrutura de apoio durante a folia
O centro passa a oferecer pontos de hidratação, além de área para acolhimento, descanso e apoio aos trabalhadores que enfrentam longas jornadas sob calor intenso durante o período carnavalesco. A proposta é garantir condições básicas de saúde, higiene e pausa para quem atua nas ruas, especialmente nas imediações do Sambódromo.
Para a presidente da Comissão da Alerj, deputada Dani Monteiro (Psol), a criação do espaço representa o reconhecimento do papel desempenhado por ambulantes e catadores na dinâmica econômica da festa.
Ela afirmou que o Carnaval deve gerar cerca de R$ 5,9 bilhões na economia e receber aproximadamente 8 milhões de pessoas, números que, segundo destacou, dependem diretamente do trabalho desses profissionais.
“Hoje a gente celebra uma vitória da classe trabalhadora que faz o Carnaval existir e se perpetuar como o maior do mundo”, disse, acrescentando ainda que o trabalho foi realizado em parceria com o deputado federal Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ).
Direitos e condições de trabalho
Ao comentar a inauguração, Dani Monteiro disse que assegurar água, cuidado e um espaço adequado também integra a pauta de direitos humanos, sobretudo em um contexto de crise climática e altas temperaturas.
Para ela, garantir condições mínimas de trabalho significa reconhecer que renda, saúde e respeito fazem parte da agenda de direitos para quem sustenta a cidade no cotidiano e em grandes eventos.
O centro de convivência passa a funcionar durante o período do Carnaval como ponto de referência para os ambulantes que atuam na região central, consolidando uma parceria entre poder público, concessionária de serviços e representantes do Legislativo.






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