Congressistas aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), externaram preocupação com a proximidade das sabatinas de mais de 20 nomes indicados pelo atual presidente Jair Bolsonaro (PL) para cargos no Judiciário, em agências reguladoras e em embaixadas brasileiras fora do país.
A expectativa é que os escolhidos pelo atual mandatário do Executivo sejam sabatinados entre os dias 22 e 24 de novembro, no Senado Federal. Nesse período que antecede o recesso, a Casa concentra esforços para votar matérias pendentes no exercício do ano.
O núcleo petista, que hoje integra o Gabinete da Transição, defende uma articulação entre os parlamentares opositores a Bolsonaro para tentar postergar, pelo menos, dois dos 20 nomes indicados pelo atual presidente: Messod Azulay e Paulo Sérgio. Ambos foram escolhidos pelo presidente para o STJ.
À época, ciente da possibilidade de ser derrotado na disputa pela Presidência e perder apoio político no Congresso Nacional, Bolsonaro foi célere em definir os indicados. Nos bastidores, o mandatário ainda exigiu que seus aliados adotassem a mesma agilidade no trâmite, mas não obteve sucesso.
O risco das “indicações bolsonaristas” ao STJ acendeu um alerta no governo eleito. Interlocutores do PT confidenciaram ao Metrópoles que determinados setores do partido propõem “segurar tudo”. Ou seja, petistas próximos de Lula defendem um esforço da bancada para adiar ou obstruir as sabatinas dos potenciais futuros ministros da Corte.
Um personagem importante para viabilizar o desejo da cúpula petista será o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O parlamentar irá se reunir com líderes das bancadas no início da próxima semana para consolidar a decisão sobre as sabatinas.
Pacheco deseja se reeleger presidente da Casa e, para isso, precisará contar com o apoio do PT. Isso porque ele enfrentará a concorrência de um candidato, ainda indefinido, do PL, cuja bancada será a maior do Senado a partir do próximo ano.






Uma resposta para “Aliados de Lula no Senado querem adiamento das sabatinas dos indicados que Bolsonaro tenta deixar para o novo governo”