Desde o fim da noite de segunda-feira (4), deputados estaduais bolsonaristas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) passaram a agir para conter os danos políticos causados pela decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou uma série de manifestações nas redes sociais por parte da base de apoio ao ex-presidente, com críticas à medida e mensagens de solidariedade.
Por outro lado, parlamentares da oposição utilizaram o episódio para ironizar a situação de Bolsonaro e celebrar a decisão judicial. O embate político repercutiu com força no ambiente digital, intensificando a polarização dentro da Casa Legislativa fluminense.
Críticas à decisão e apelos emocionais
Entre os aliados mais enfáticos na defesa de Bolsonaro, destacaram-se os deputados Márcio Gualberto e Douglas Gomes, ambos do PL, e Marcelo Dino, do União Brasil. Em publicação nas redes sociais, Gualberto afirmou: “Alexandre de Moraes, ao decretar a prisão domiciliar do Presidente Bolsonaro, acabou de quadruplicar a aposta. Não havia motivações legais para nada disso”.
Já Marcelo Dino foi além, ao sugerir possíveis desdobramentos internacionais. “Presidente Trump já foi informado que Alexandre de Moraes decretou a prisão de Bolsonaro. Setores do Agro e caminhoneiros falam em paralisação”, escreveu em seu perfil no Instagram.
Douglas Gomes abordou o aspecto emocional do episódio. Em sua conta, lamentou a “crueldade” que estariam fazendo com a família Bolsonaro. Ele publicou uma imagem do ex-presidente ao lado do filho Carlos e acrescentou a informação de que o vereador teria passado mal após receber a notícia da prisão.
Outros parlamentares também se manifestaram em apoio ao ex-presidente. Alexandre Knoploch (PL), Rodrigo Amorim (União Brasil) e Chico Machado (Solidariedade) se solidarizaram com a família Bolsonaro e se posicionaram contra a decisão do STF.
Ironia e festa na oposição
Enquanto os aliados de Bolsonaro reagiam com indignação, parlamentares da oposição não esconderam o tom de celebração. A deputada Verônica Lima (PT) foi direta: “Grande dia para o Brasil! Golpistas não passarão”.
O líder do PSOL na Alerj, Yuri Moura, também se manifestou, chamando o ex-presidente de “patriota fake”, ao lado de uma charge que retratava Bolsonaro chorando em um banco.
Dani Balbi (PCdoB) preferiu o sarcasmo ao repostar uma nota de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que dizia: “Estou inconformado!!!! O que mais posso dizer?”. A deputada completou com a frase: “deixe aqui sua risada”. Outros que se manifestaram foram Renata Souza, Professor Josemar e Flávio Serafini, todos do Psol.
Moraes cita uso de redes e apologia a ataques
A decisão de Moraes que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro se baseou no suposto descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente. No despacho, o ministro afirma que o ex-presidente utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar conteúdos com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Um dos exemplos citados foi uma publicação feita no domingo (3) no perfil do senador Flávio Bolsonaro. A postagem repercutia atos realizados por militantes em apoio ao ex-presidente em diferentes cidades do país e trazia críticas diretas a Alexandre de Moraes. Os atos tinham como objetivo principal o pedido de impeachment do ministro.






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