O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), passou a centralizar diretamente com as Forças Armadas, em reuniões fechadas, as discussões sobre regras das eleições.
As informações são da Folha.
A postura do ministro diverge da linha adotada por Edson Fachin, ex-presidente da corte, que havia rejeitado reuniões exclusivas com militares.
Moraes fez duas reuniões com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, desde que assumiu o TSE, em 16 de agosto. Depois do último encontro, em 31 de agosto, no qual também participaram técnicos das Forças Armadas e do tribunal, Moraes anunciou que estudaria uma forma de reformular o teste de integridade das urnas feito no dia das eleições — o principal pleito dos militares.
A resolução sobre a reformulação do teste de integridade foi aprovada ontem pelo plenário do TSE. O tribunal determinou que de 32 a 64 das 640 urnas que devem ser auditadas devem usar a biometria de eleitores.
Por meio da Lei de Acesso à Informação, o TSE disse que “não foi redigida ata das reuniões” de Moraes com representantes das Forças Armadas.
Procurado, o tribunal não se manifestou sobre a decisão de reabrir a discussão com os militares semanas antes das eleições e em reuniões fechadas.
Leia mais sobre este assunto:





