O Brasil enfrenta um risco elevado de incêndios florestais em setembro devido ao clima seco e quente, alertam cientistas do Cemaden. A combinação de altas temperaturas, pouca chuva e baixa umidade da vegetação cria condições ideais para a propagação de queimadas, especialmente no Sul da Amazônia, Pantanal e regiões do interior de São Paulo.
Segundo os especialistas, os incêndios não ocorrem espontaneamente; eles são iniciados por ações humanas, como queimas descontroladas ou atos de sabotagem.
O meteorologista Marcelo Seluchi, do Cemaden, ressalta que, embora o clima extremo amplifique o perigo de incêndios, é a ação humana que inicia os focos de fogo. A previsão para as próximas semanas é de calor intenso e pouca precipitação, com chuvas significativas previstas apenas para o final de setembro e início de outubro.
Ana Paula Cunha, cientista do Cemaden, explica que o índice de umidade da vegetação está alarmantemente baixo, especialmente em áreas críticas como a Amazônia e o Pantanal, o que aumenta o risco de incêndios.
O desmatamento é apontado como outro fator agravante, reduzindo a umidade disponível para a formação de chuvas e tornando a vegetação mais vulnerável ao fogo. Além disso, o vento forte amplifica a propagação das chamas, transformando rios voadores, que normalmente trazem umidade, em canais de fumaça.
Erika Berenguer, ecóloga de Oxford e Lancaster, acrescenta que o desmatamento enfraquece as florestas nas bordas, tornando-as mais suscetíveis a novos incêndios. Com o cenário climático atual, os cientistas alertam que mesmo a chegada da estação chuvosa não será suficiente para reverter os danos causados pela seca e pelos incêndios, indicando que serão necessários vários ciclos de chuva para a recuperação completa dos ecossistemas afetados.
Com informações de O Globo
LEIA MAIS





