Alerj cobra explicações sobre ação policial que terminou com morte em São Gonçalo

Comissão de Direitos Humanos solicita dados sobre comando da operação, protocolos e atendimento às vítimas

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) recebeu, na última terça-feira (30), familiares de Andressa Nogueira, moradora de São Gonçalo que morreu durante uma operação policial.

Segundo a comissão, serão solicitadas informações ao Ministério Público, à Secretaria de Polícia Militar e à Polícia Rodoviária Federal sobre as circunstâncias da ação.

Entre os pontos a serem esclarecidos estão as motivações legais e operacionais da operação, a cadeia de comando, o uso da força e a eventual omissão de socorro.

Apuração de procedimentos

Nos documentos, o colegiado também requisita dados sobre o planejamento da operação, o cumprimento de mandados, eventuais prisões, apreensões, mortos e feridos.

Além disso, questiona se houve comunicação prévia ao Ministério Público e cobra explicações sobre a preservação da cena do crime e o uso de câmeras corporais pelos agentes envolvidos.

A presidente da comissão, deputada Dani Monteiro, afirmou que o caso exige resposta das autoridades. “É impossível não se revoltar. Andressa era mãe de cinco filhos, a força da família, uma mulher que lutava todos os dias para sustentar sua casa”, declarou.

Cobrança por respostas

De acordo com o relato apresentado à comissão, Andressa foi baleada enquanto tentava buscar os filhos durante a operação. A parlamentar destacou a necessidade de apuração sobre possíveis falhas na condução da ação.

“Ela foi baleada quando tentava buscar os próprios filhos, no meio da ação que, ao que tudo indica, desrespeitou protocolos básicos e colocou toda uma comunidade em risco”, disse.

A deputada também ressaltou o impacto do caso para os familiares e reforçou a cobrança por responsabilização e justiça. “A dor dessa família é devastadora e não pode ser ignorada. Nós vamos até o fim para que essa morte não seja mais um número na imensa conta de vítimas dessa política de segurança pública”, afirmou.

A comissão ainda solicitou a preservação de todos os registros da operação, incluindo imagens e documentos, para subsidiar a investigação. “Queremos respostas e justiça”, concluiu a parlamentar.

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