Alerj aprova projeto para incluir pais no pré-natal

Proposta aposta na presença paterna durante a gravidez e no cuidado com mãe e bebê

A participação dos pais durante a gestação pode ganhar um novo incentivo no Estado do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em primeira discussão, nesta quinta-feira (05), a criação de um programa de pré-natal masculino, voltado ao envolvimento mais ativo de pais ou parceiros no acompanhamento da gravidez tanto na rede pública quanto na privada de saúde.

A iniciativa, que precisa passar por nova votação em plenário, pretende estimular uma paternidade mais presente desde os primeiros meses da gestação, com foco no cuidado, na responsabilidade familiar e na promoção da saúde da mulher e da criança. 

Participação paterna desde a gestação

Entre as diretrizes do programa estão ações de orientação e capacitação dos pais ou parceiros para os cuidados básicos com o bebê e com a gestante. O acompanhamento inclui estímulo à realização do teste do pezinho, incentivo ao aleitamento materno e atenção ao calendário de imunização infantil.

Também estão previstas ações educativas sobre a divisão equilibrada das tarefas domésticas e dos cuidados com o recém-nascido, além de orientações relacionadas à prevenção e ao tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis. Outro ponto abordado é a importância do reconhecimento da paternidade no registro civil da criança.

Realidade social e apoio do poder público

O pré-natal masculino deverá considerar a realidade socioeconômica das famílias envolvidas. Servidores públicos estaduais poderão ter direito ao abono de faltas quando acompanharem a esposa ou companheira em consultas e exames pré-natais.

Para viabilizar as ações, o Poder Executivo poderá criar grupos de apoio e orientação para futuros pais, distribuir materiais educativos e promover campanhas de conscientização em meios de comunicação, escolas, empresas e unidades de saúde. O governo estadual também poderá destinar recursos aos municípios para a execução das medidas previstas.

Autor da proposta, o deputado Yuri Moura (Psol) afirmou que o envolvimento do pai durante a gestação contribui para um ambiente familiar mais equilibrado e fortalece os vínculos afetivos desde o início. Segundo ele, o acompanhamento paterno pode ajudar a reduzir o abandono e tornar a experiência da gravidez, do parto e do pós-parto mais positiva para a mulher.

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