Dentro do pacote de homenagens que Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vem votando nas últimas sessões, foi aprovado, nesta quinta-feira (26), a concessão da Medalha Tiradentes à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A iniciativa partiu da deputada Élika Takimoto (PT) e reconhece a atuação da ministra na promoção da justiça racial e da cidadania no estado e no país.
A condecoração foi aprovada um dia após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar, por unanimidade, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão.
Eles foram responsabilizados pela acusação de planejar o homicídio da sua irmã, a vereadora Marielle Franco, e do motorista, Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018. Ambos foram sentenciados a 76 anos e três meses de prisão.
Trajetória política
Carioca da comunidade da Maré, Anielle fundou o Instituto Marielle Franco após o assassinato da vereadora. A organização atua na defesa dos direitos humanos, no incentivo à participação política de mulheres negras e periféricas e na valorização da cultura e da educação como instrumentos de emancipação social.
Desde 2023, ela integra o governo federal como ministra da Igualdade Racial, participando da formulação de políticas públicas voltadas ao combate ao racismo e à ampliação de direitos para mulheres negras, população LGBTQIA+ e comunidades periféricas.
Reconhecimento institucional
Na justificativa apresentada ao plenário, Élika Takimoto destacou o engajamento social da ministra e sua atuação na promoção da justiça racial e dos valores democráticos.
Com a aprovação da resolução, o Parlamento fluminense formaliza o reconhecimento à trajetória da ministra em meio a uma semana marcada por desdobramentos judiciais relacionados ao caso que projetou nacionalmente o nome de sua família.






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