Aldeia Yanomami é incendiada e indígenas desaparecem após denúncia de estupro de criança por garimpeiros

247 – A comunidade indígena Aracaçá, do povo Yanomami, em Roraima teve suas casas queimadas e cerca de 20 moradores seguem desaparecidos. Não se sabe ainda quem incendiou a aldeia, localizada a 390 quilômetros da capital Boa Vista, mas a saída dos Yanomami estaria ligada ao estupro e assassinato de uma menina de 12 anos e…

247 – A comunidade indígena Aracaçá, do povo Yanomami, em Roraima teve suas casas queimadas e cerca de 20 moradores seguem desaparecidos.

Não se sabe ainda quem incendiou a aldeia, localizada a 390 quilômetros da capital Boa Vista, mas a saída dos Yanomami estaria ligada ao estupro e assassinato de uma menina de 12 anos e ao desaparecimento de menino de quatro anos na semana passada. Garimpeiros são suspeitos dos crimes. A menina foi sequestrada junto a uma tia dela e o primo, 4 anos. A tia tentou defender a garota e foi empurrada para dentro de um rio.

Nas redes sociais, ativistas, artistas e sociedade civil cobram por respostas “Cadê os Yanomamis”?.

Foi Júnior Hekurari Yanomami quem expôs, na última terça-feira (26), que a adolescente yanomami da Terra Indígena da comunidade de Aracaçá, região de Waikás, em Roraima, faleceu após ser violentada sexualmente por garimpeiros. Ele também havia denunciado o sequestro, também por parte de garimpeiros, de uma mulher indígena e seu filho de três anos, que foi atirado em um rio e segue desaparecido. 

“No sobrevoo vimos que a comunidade estava queimada. Segundo relatos, viviam lá, cerca de 24 yanomamis, mas não havia ninguém. Em todos meus 35 anos, nunca vi isso. Um Yanomami não abandona sua casa, a menos que seja uma situação muito grave. Quem queimou? Por que queimou? Para onde eles foram?”, questionou Júnior Hekurari em entrevista ao Mídia Ninja. 

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading