O ex-governador Geraldo Alckmin retomou um velho hábito na campanha como pré-candidato a vice-presidente da República: trocar o escritório pelas padarias de São Paulo. Os companheiros de xícara, no entanto, são muito mais ecléticos – variam de velhos amigos tucucanos a dirigentes do MST.
Veja o que conta o Painel da Folha:
Sem escritório fixo, o provável parceiro de candidatura de Lula (PT) frequenta mesas de padarias na capital paulista para conversas com aliados políticos e movimentos sociais a fim de formatar seu papel como candidato.
O café como hábito e a assiduidade a padarias acompanham o ex-filiado do PSDB desde os mandatos como governador de São Paulo e nas campanhas que disputou, mas o ritmo se intensificou desde que começou a se preparar para o pleito deste ano.
Fotos compartilhadas em redes sociais por interlocutores mostram Alckmin com antigos companheiros e também com membros de sua nova turma e a grupos tradicionalmente vinculados à esquerda.
Os papos, que não cessaram nem mesmo durante o Carnaval, têm sido usados por ele para explicar a velhos conhecidos as razões que o levaram à surpreendente aliança com ex-rival Lula, além de prospectar palanques para seu grupo na eleição ao Governo de São Paulo.
A lista de convidados para um café já incluiu representantes do MST e da Alianã Nacional LGBTI+, o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, que o convidou a se filiar, e o senador Dario Berger (MDB-SC).
O perfil heterogêneo dos convivas reflete o arco amplo de alianças que Lula tenta construir, com uma frente que una segmentos da esquerda à direita moderada. O ex-presidente tem dito que precisará formar um mutirão para conseguir governar.






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