Em encontro com representantes de centrais sindicais na manhã desta quinta-feira, o ex-governador Geraldo Alckmin voltou a dar sinais de sua aproximação com o ex-presidente Lula e fez elogios ao petista.
Segundo interlocutores, Alckmin disse que se filiará a um partido já em março para que possa ser vice na chapa que deve lançar Lula candidato a presidente da República pelo PT.
— O Lula é uma personalidade experiente, que conhece todos os problemas do país e tem condições de tocar o barco (…) A decisão (sobre a filiação a um novo partido) deve sair no próximo mês e a gente vai resolver — disse Alckmin, de acordo com aliados.
Ainda segundo interlocutores, Alckmin também destacou a importância do fortalecimento da democracia para a recuperação da economia do país e da necessidade de geração de emprego e renda. No encontro, sindicalistas criticaram os ataques constantes do presidente Jair Bolsonaro contra as instituições. Alckmin, porém, não citou o presidente diretamente em sua fala.
Após deixar o PSDB, o ex-governador tem até o dia 2 de abril para a escolha do seu novo partido. No evento, Alckmin esteve ao lado do presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que é integrante do PSD e um dos entusiastas da filiação do ex-governador para o partido do ex-ministro Gilberto Kassab.
Alckmin não escarta o PSD, embora nos últimos dias tenha se aproximado do PV como reação a um impasse que envolve a aliança entre PT e PSB em São Paulo. No estado, os dois partidos têm pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes — o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Márcio França.
Alckmin define filiação ao PV como ‘plano B’ caso não avance negociação entre PT e PSB
A aproximação de Alckmin com o PV é uma reação ao impasse que envolve a aliança entre PT e PSB em São Paulo. No estado, os dois partidos têm pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes — o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Márcio França.
Alckmin ainda vê o PSB como primeira opção, já que França foi um dos principais articuladores da aproximação do ex-governador com o PT. Mas como os dois partidos não têm avançado nas negociações para formação de uma federação partidária, Alckmin passou a procurar alternativas para ficar de fora do fogo cruzado entre as duas legendas da esquerda.
A direção dos verdes entende que a hipótese da entrada de Alckmin seria um trunfo para a candidatura de Lula fazer um contraponto ao desmonte promovido pelo presidente Jair Bolsonaro nos órgãos de proteção do meio ambiente como Ibama e Icmbio.
Outro ponto destacado pelo PV é que a composição também teria impacto positivo nas relações internacionais, já que seria uma sinalização as potências estrangeiras de que o Brasil voltaria a se preocupar com o desmatamento da Amazônia, que bateu recorde sob Bolsonaro






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