Alckmin defende que desabrigados na tragédia de São Sebastião furem fila da moradia na região

Em visita ao litoral norte de São Paulo uma semana após a chuva que matou 58 pessoas e deixou 4 mil pessoas sem moradia, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que parte dos desabrigados e desalojados da cidade sejam acomodados entre 1,5 mil unidades habitacionais que o governo de São Paulo e a Caixa Econômica Federal estão finalizando na…

Em visita ao litoral norte de São Paulo uma semana após a chuva que matou 58 pessoas e deixou 4 mil pessoas sem moradia, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que parte dos desabrigados e desalojados da cidade sejam acomodados entre 1,5 mil unidades habitacionais que o governo de São Paulo e a Caixa Econômica Federal estão finalizando na cidade vizinha, Bertioga.

São residências que seriam destinadas a outras pessoas que também aguardam moradia regular, mas que teriam de continuar na fila.

“É o programa Entidades, designado para famílias de Bertioga. Mas, talvez, nós vamos verificar com a Caixa Econômica Federal e com a Prefeitura (para que) uma parte possa ser liberada (para os desabrigados)”, afirmou Alckmin.

Os apartamentos são fruto de uma parceria assinada pelo governo federal, no programa Minha Casa, Minha Vida, e do governo de São Paulo, pelo Casa Paulista, e a Prefeitura de Bertioga.

As unidades seriam destinadas para o município, que tem fila própria, e às entidades que indicariam sem-teto ou pessoas que vivem em habitações precárias.

Alckmin disse, porém, que a acomodação das vítimas de São Sebastião nessas unidades vizinhas seria temporária, até que outra solução fosse apresentada. Ele não disse quando as unidades ficarão prontas.

O vice-presidente da República acrescentou que a habitação é uma das prioridades do governo federal e lembrou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumentou o teto dos gastos públicos, no fim do ano passado, subiu as dotações destinadas ao sertor para R$ 10,4 bilhões, ante um orçamento original de R$ 82 milhões.

“E a maior parte é para a faixa 1 (a população beneficiada pelo Minha Casa, Minha Vida com menor renda, de até três salários mínimos)”, afirmou.

Os desabrigados e desalojados após os deslizamentos no litoral norte estão vivendo em escolas da região, casas de parentes e em residências onde trabalham como caseiros. Parte dessas família aguarda vistorias da Defesa Civil para tentar retornar aos seus imóveis.

Com informações do Metrópoles.

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