O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) assumirá novamente a presidência nacional do PSDB no início de dezembro, em meio a um esforço de reestruturação do partido para a disputa eleitoral do próximo ano. A decisão marca o retorno do mineiro a um cargo que já exerceu entre 2013 e 2017, período em que os tucanos ainda figuravam como uma das principais forças políticas do país.
A informação foi antecipada pela CNN Brasil e confirmada pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Atual presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação de políticas públicas do PSDB, Aécio trocará de funções com o ex-governador Marconi Perillo, que se prepara para disputar o governo de Goiás em 2026.
Reestruturação interna e novos objetivos
Com a perda de espaço nos últimos anos, a volta de Aécio ao comando é vista como tentativa de resgatar o protagonismo do PSDB, que já governou o país e foi referência na oposição por mais de duas décadas. O discurso que deve guiar a nova fase é o de retomar bandeiras históricas do partido, como responsabilidade fiscal, eficiência da máquina pública e defesa da democracia.
Uma das metas traçadas é ampliar a bancada tucana na Câmara dos Deputados, passando dos atuais 13 para cerca de 30 parlamentares nas eleições do ano que vem.
Discurso de centro contra polarização
Aécio tem defendido que o PSDB deve se apresentar como alternativa política de centro, em contraposição à polarização entre o PT e o bolsonarismo. “O caminho do PSDB é ser uma alternativa responsável de centro, fugindo da polarização entre petistas e bolsonaristas”, tem afirmado.
A estratégia busca reposicionar o partido em um espaço político esvaziado, mas que ainda reúne parcela relevante do eleitorado, sobretudo em regiões metropolitanas e entre setores médios da sociedade.
Futuro político de Aécio
Apesar de reassumir a presidência da legenda, Aécio ainda não definiu seus próprios planos eleitorais. Ele avalia três possibilidades para 2026: tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados, disputar novamente uma vaga no Senado ou lançar-se ao governo de Minas Gerais, cargo que ocupou entre 2003 e 2010.
Enquanto a decisão não é tomada, Aécio passa a ser o responsável por articular candidaturas tucanas em todo o país e tentar reconectar o partido com sua base histórica, em um cenário de fragmentação da política nacional.






Deixe um comentário