A principal acusada de mandar matar Laís de Oliveira Gomes Pereira, assassinada no início de novembro em Sepetiba, Zona Oeste do Rio, continua foragida. Segundo o delegado Robinson Gomes, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário não pretende se entregar.
“Ontem à noite, os policiais receberam mensagens dos advogados através do WhatsApp. Eles falaram que ela não tem a intenção de se entregar”, afirmou o delegado nesta quarta-feira (12).
Gabrielle tem um mandado de prisão temporária por 30 dias em aberto. A recusa em se apresentar pode agravar a situação dela. “Com a fuga, há mais base para pedirmos a prisão preventiva”, completou Gomes.
Buscas e denúncias
Agentes da DHC realizaram buscas em diversos endereços ligados à suspeita. O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem à prisão de Gabrielle. A polícia ainda analisa depoimentos colhidos nesta quarta-feira e novos dados obtidos na investigação.
Os executores do crime, Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto, já estão presos e confessaram participação na execução. Segundo a polícia, nenhum deles tinha antecedentes criminais.
Crime e motivação
Laís, de 25 anos, foi morta com um tiro na nuca no dia 4 de novembro, enquanto empurrava o carrinho da filha de 1 ano e 8 meses em Sepetiba. De acordo com as investigações, os criminosos receberam R$ 20 mil pelo assassinato.
Para a Polícia Civil e o Ministério Público, o crime não se tratou de uma simples disputa de guarda, mas de uma obsessão de Gabrielle, atual companheira do pai da criança, por exercer o papel de mãe plena da menina Alice.
Depoimentos de familiares e pessoas próximas revelaram comportamento possessivo, mensagens agressivas e exigências de que a menina chamasse Gabrielle de “mãe”. Esses relatos foram fundamentais para sustentar a suspeita de que a mandante via Laís como um obstáculo.
Execução planejada
Os investigadores afirmam que os executores acompanharam a rotina da vítima antes do ataque. Imagens de câmeras de segurança e o reconhecimento por testemunhas reforçaram os indícios de autoria.
O delegado destacou que “Gabrielle começou a ter verdadeira obsessão pela guarda da criança”, o que teria motivado o crime. A morte de Laís seria, segundo a polícia, uma tentativa de eliminar o que a suspeita via como barreira ao controle total sobre Alice.
Investigações continuam
A Delegacia de Homicídios da Capital segue com diligências para localizar Gabrielle e identificar dois supostos intermediários que teriam participado da contratação dos executores. As apurações também buscam provas de ligação financeira entre a suspeita e os autores do crime.

Disque Denúncia
Informações que ajudem na localização de Gabrielle podem ser enviadas de forma anônima:
📞 (21) 2253-1177 ou 0300 253-1177
📱 WhatsApp: (21) 2253-1177
📲 Aplicativo: Disque Denúncia RJ






Deixe um comentário