Pesquisas eleitorais entraram na mira de partidos políticos. O total de ações na Justiça contestando pesquisas eleitorais subiu de 73 em 2018 para 498 ao longo deste ano, o que representa uma alta de 582%.
Hoje, uma a cada 2,6 pesquisas é questionada. As suspeitas vão de eventual falta de registro na Justiça Eleitoral a até supostos dados fraudulentos.
Quatro partidos, incluindo coligações locais, fizeram mais da metade das queixas: Progressistas (76), PSDB (72), União Brasil (70) e PT (66).
Do total de sondagens, 37% são pesquisas autofinanciadas, que não requerem apresentação de nota fiscal. Especialistas afirmam que isso abre margem para fraudes e caixa 2.
Em um pleito marcado pelo acirramento político, o número de pesquisas eleitorais aumentou significativamente neste ano. Ao mesmo tempo, as sondagens viraram alvo de crescentes questionamentos judiciais. De 1.º de janeiro a 30 de agosto de 2022, o volume de processos em todo o País saltou 582% na comparação com o mesmo período de 2018, mostra levantamento feito pelo Estadão em Tribunais Regionais Eleitorais (TRES) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).





