Por determinação do governador Cláudio Castro, o Governo Estadual mobilizou mais de 300 agentes para garantir a normalização do Sistema Imunana Laranjal, foco de um vazamento de Tolueno no último fim de semana. Por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), técnicos especializados percorreram e analisaram as condições do local por terra, água e ar a fim de solucionar a crise.
A força-tarefa criada pelo governo iniciou, na tarde de sexta-feira (5), o trabalho de isolamento e sucção do composto químico tolueno no ponto do Sistema Imunana-Laranjal onde foi constatada a poluição do manancial. Até o fim do dia foram retirados 160 mil litros de água com o produto dos canais às margens do Rio Guapiaçu, em Guapimirim.
“O tratamento da água foi retomado pela Cedae, mas precisamos encontrar os responsáveis pelo vazamento do poluente que prejudicou dois milhões de moradores de Niterói, São Gonçalo, parte de Maricá, Itaboraí e da Ilha de Paquetá. Nossas equipes trabalham arduamente para identificar o foco do vazamento e para fazer com que o responsável por este crime seja identificado”, informou o governador Cláudio Castro.
Técnicos construíram ainda uma nova barreira de contenção do tolueno em outro canal de acesso ao rio. Toda a área atingida pelo material foi isolada e o monitoramento do entorno foi intensificado. Equipes do Inea colheram mais de 200 amostras de água, em 74 pontos estratégicos, para análises laboratoriais.
“Nosso objetivo principal foi normalizar o abastecimento para que a população possa voltar à sua rotina. O Governo do Estado se mobilizou intensamente, 24 horas por dia, para solucionar o problema da contaminação o quanto antes “, afirmou o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Na reunião da força-tarefa foi estabelecido que Inea, Cedae e Petrobras cederiam maquinário para realizar a sucção do poluente que contaminou a água dos rios. A Petrobras e a Transpetro disponibilizaram equipamentos como barreiras de contenção, recolhedores de oleofílico e vertedouro e mantas absorventes. O secretário Bernardo Rossi ressaltou a importância da revisão das licenças de utilização de tolueno, assim como a identificação da responsabilidade sobre o terreno no entorno do rio, em Guapimirim.
Tolueno Zero
Testes realizados pela Cedae indicam taxa zero de tolueno na água tratada no Sistema Imunana-Laranjal, responsável pelo abastecimento de cerca de 2 milhões de habitantes de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá e da Ilha de Paquetá. A identificação do poluente na água captada para tratamento obrigou a companhia a paralisar as operações entre quarta-feira e sexta-feira.
“O Estado se mobilizou imediatamente. Identificamos o problema, suspendemos as atividades da estação e trabalhamos para restabelecer, com segurança, o abastecimento para o cidadão. Agora, nossos esforços seguem mantidos, para responsabilizar os causadores dos danos e para monitorar a qualidade do serviço”, afirmou o governador.
As atividades do Sistema Imunana-Laranjal foram retomadas às 22h42 de sexta-feira, quando a concentração da substância já estava reduzida e dentro dos padrões de segurança para consumo. Outras medidas adotadas foram o uso do carvão para diminuir de forma significativa a incidência do poluente na água e a implementação de boias para a obstrução de pontos estratégicos.
A redução dos índices é resultado das ações da força-tarefa montada pelo governador Cláudio Castro para manter o abastecimento dos serviços essenciais da região e reduzir a quantidade de poluentes na água do manancial, como o isolamento da área e a sucção de pelo menos 240 mil litros de material contaminado pelo composto químico.
“Seguimos com o trabalho intenso para garantir tolueno zero na água consumida pela população. Além disso, estamos buscando identificar os causadores desse crime ambiental, que trouxe prejuízos a tantas pessoas. O Estado está empregando todos os esforços para resolver o problema da forma mais ágil possív”, afirmou o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi
Busca pelos culpados
Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), da Polícia Civil, cumpriram, desde as primeiras horas da manhã de segunda-feira (8), 16 mandados de busca e apreensão em empresas que provavelmente utilizam tolueno em seus processos de produção, próximo ao Rio Guapiaçu. A força-tarefa do Governo do Estado, que contou com o setor de pós-licença do Inea, intimou seis responsáveis técnicos de empresas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) para prestarem depoimento e vistoriaram documentos.
Vinte equipes da Polícia Civil realizaram buscas em 15 empresas no bairro de Sambaetiba, e uma no Caluge, ambos em Itaboraí. Das 16 empresas vistoriadas, 14 delas ficam no Comperj. Ao todo, seis peritos criminais da Polícia Civil atuaram na operação, além de quatro delegados. Juntamente com dez técnicos do Inea, participaram as equipes da Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (Supcca), com oito agentes, que levantaram informações sobre as empresas e fazendas que atuam com o produto na região.
A Justiça determinou a realização de busca e apreensão de produtos químicos mantidos em depósitos de forma irregular, amostras de tolueno – a fim de que sejam confrontadas com o material identificado nas amostras coletadas pela Cedae – além de documentos referentes a aquisição de tolueno e qualquer item que evidencie a prática de crime ambiental.





