Ações da Gol caem 12,73% após pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos

Para iniciar o processo, a Gol obteve um compromisso de financiamento de US$ 950 milhões de um grupo de investidores liderado pelo Abra Group, que controla a aérea e também a colombiana Avianca

A Gol, uma das maiores companhias aéreas do Brasil, viu suas ações despencarem 12,73% nesta sexta-feira (26), atingindo R$ 5,62, após anunciar que entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, sob o regime do Chapter 11. A medida visa proteger a empresa de seus credores, que somam R$ 20 bilhões em dívidas.

Para iniciar o processo, a Gol obteve um compromisso de financiamento de US$ 950 milhões de um grupo de investidores liderado pelo Abra Group, que controla a aérea e também a colombiana Avianca. O financiamento, no entanto, depende da aprovação da justiça americana.

Entre os maiores credores da Gol estão o banco BNY Mellon, o Comando da Aeronáutica, a Vibra (ex-BR) e a Boeing, conforme consta no pedido feito ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. A lista inclui as trinta maiores empresas e instituições com créditos a receber da aérea.

A Gol tentou nos últimos seis meses negociar uma reestruturação de sua dívida, mas não conseguiu. A empresa afirma que o ingresso no Chapter 11 não afetará o programa de fidelidade Smiles, nem os acordos de voos compartilhados com outras aéreas.

O CEO da Gol, Celso Ferrer, disse à rádio CBN que espera que o processo de recuperação nos EUA seja mais rápido do que o de outras companhias que recorreram à mesma medida na América Latina, durante a pandemia.

— Esse processo levou entre 20 e 30 meses para essas companhias, mas nós temos uma visão bem clara do que precisamos. Nossa vantagem é que nosso modelo é muito simples, com uma frota única. Nosso processo vai ser mais curto do que 20 a 30 meses — declarou o executivo à CBN.

Com informações de O Globo

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