Acidente em Itacoatiara deixa atleta colombiano sem movimentos e mobiliza rede de apoio no Rio

Thomás Rovira sofreu lesão na medula espinhal após ser atingido por uma onda durante competição em Niterói e agora enfrenta recuperação lenta com ajuda de campanha online

O que era para ser mais uma disputa radical nas ondas de Itacoatiara, em Niterói, acabou se transformando em um drama dentro do circuito internacional de bodyboard. O atleta colombiano Thomás Rovira precisou passar por uma cirurgia na coluna após sofrer um grave acidente no último sábado (23), durante a etapa do Mundial de Bodyboard.

Segundo informações divulgadas por amigos e familiares, Rovira foi atingido por uma onda de grande porte enquanto competia. Após a queda, ele precisou ser retirado do mar por equipes de resgate que atuavam no evento. O atleta recebeu os primeiros atendimentos ainda na areia antes de ser encaminhado ao Hospital Estadual Azevedo Lima.

Exames apontaram uma lesão na medula espinhal, levando os médicos a realizarem uma cirurgia de descompressão da medula. Apesar da gravidade do caso, o estado de saúde do colombiano é considerado estável após o procedimento cirúrgico.

Recuperação lenta

A recuperação de Thomás, no entanto, deve ser longa e exigir tratamento intensivo, incluindo fisioterapia especializada. O acidente gerou forte mobilização entre atletas, amigos e apoiadores do esporte, que iniciaram campanhas de arrecadação para ajudar nos custos médicos e no período de recuperação.

A namorada do atleta, Luiza Athayde, criou uma vaquinha online para auxiliar nas despesas. Em mensagem publicada na plataforma, ela afirmou que o processo de recuperação pode ser extremamente lento e que o casal precisará de ajuda financeira para custear medicamentos, transporte e demais despesas.

Segundo a atualização mais recente da campanha, a arrecadação já ultrapassou R$ 67 mil.

Vida no Brasil

Thomás Rovira vive no Brasil desde 2025. O colombiano chegou ao país inicialmente para disputar competições do circuito internacional de bodyboard, mas decidiu permanecer no Rio de Janeiro após o campeonato do ano passado.

De acordo com o relato divulgado na campanha, o atleta não possuía renda fixa e trabalhava com entregas e vendas informais enquanto buscava oportunidades para atuar como salva-vidas.

A etapa do Mundial de Bodyboard em Itacoatiara segue até o início de junho e reúne competidores de mais de 20 países. A praia de Niterói é considerada uma das mais desafiadoras do circuito internacional por causa das ondas fortes e das condições extremas do mar.

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