Ação de candidata branca impede médica negra de ser professora na Universidade Federal da Bahia

Apesar de ter sido a primeira aprovada conforme a lei de cotas, foi impedida de assumir a vaga

Uma decisão judicial impediu que Lorena Pinheiro Figueiredo, uma candidata negra aprovada em um concurso para docente no curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), assumisse o cargo. Lorena, que foi a primeira colocada na área de otorrinolaringologia, não foi nomeada devido a uma liminar judicial solicitada por uma candidata branca. O concurso ofereceu 30 vagas para 28 áreas do conhecimento.

Lorena explicou em um vídeo em suas redes sociais que, apesar de ter sido a primeira aprovada conforme a lei de cotas, foi impedida de assumir a vaga devido à ação judicial movida pela candidata de ampla concorrência. A UFBA declarou que a sentença foi emitida sem que a universidade fosse consultada e que tomou conhecimento do processo apenas durante a fase de cumprimento da decisão.

A decisão judicial determinou que a UFBA convocasse a candidata da ampla concorrência, que ficou em primeiro lugar, para assumir a vaga, proibindo a convocação e nomeação de candidatos cotistas para essa posição. Lorena criticou a decisão, alegando que ela violava seus direitos e a política de cotas.

A universidade informou que está preparando um recurso contra a decisão e que o processo continua em andamento. Lorena, médica otorrinolaringologista com doutorado em perda de olfato pós-Covid, expressou seu desejo de contribuir para o SUS com ensino, pesquisa e extensão. A CNN tentou entrar em contato com a Justiça Federal e com a candidata que moveu a ação, mas não obteve resposta.

Com informações da CNN Brasil e portal Diário do Centro do Mundo

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