O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) iniciou a Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária com a ocupação de ao menos nove fazendas e das sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em ao menos sete estados.
As iniciativas começaram ainda neste sábado (15), quando foram ocupadas oito fazendas no estado de Pernambuco, incluindo áreas nas na região metropolitana do Recife, zona da mata, agreste e sertão, todas elas latifúndios improdutivos.
Na madrugada nesta segunda-feira (17), cerca de 200 famílias ocuparam uma área no município de Aracruz, no Espírito Santo. A fazenda faz parte do patrimônio do governo do estado mas, segundo o movimento, foi grilada pela Aracruz Celulose, empresa adquirida pela Suzano em 2018.
Na manhã desta segunda-feira (17), as sedes do Incra foram ocupadas nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, além do Distrito federal.
Na Bahia, famílias protestaram na entrada da Assembleia Legislativa da Bahia, onde participaram de uma audiência pública. Cerca de 400 pessoas participaram do ato, que denunciou o aumento da violência no campo.
Na semana passada, um grupo de cerca de 1.500 trabalhadores sem-terra ocupou a sede do Incra em Maceió (AL). Os manifestantes cobraram a exoneração do superintendente local do órgão, César Lira, que é primo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e bolsonarista declarado. Segundo o movimento, César Lira é “um superintendente inimigo da Reforma Agrária e com um histórico de violência junto a lideranças e comunidades”.
As ocupações no mês de abril marcam os 27 anos do massacre de Eldorado do Carajás, quando 21 trabalhadores sem-terra foram mortos por tropas da Polícia Militar do Pará, em 1996.
Em nota, o MST defendeu a reforma agrária no país e destacou a urgência de investimento para agricultura familiar e acesso à crédito para a produção de mais alimentos.
Com informações da Folha de São Paulo.
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