O empresário Abílio Diniz subiu o muro, mas não muito: negou-se a assinar a carta em defesa da democracia, que até os donos do Itaú assinaram, diz que se recusa a apoiar Lula ou Bolsonaro, afirma que quer ficar perto de qualquer governo, mas doou R$ 1 milhão ao partido Novo.
Leia as notícias:
Mesmo não vivendo momento promissor para as eleições de outubro, sem nome forte para a presidência e com projeções de encolher na Câmara dos Deputados, o partido Novo segue tendo a confiança do empresariado brasileiro. De acordo com a coluna de Guilherme Amado do Metrópoles, a sigla fundada por João Amoedo já recebeu mais de R$ 5 milhões em doações de empresários para suas campanhas eleitorais até o momento.
O principal doador foi Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF e membro do Conselho de Administração do Grupo Carrefour. O administrador e empresário doou R$ 1 milhão ao partido, parcelado em duas vezes.
O mesmo Abílio Diniz se recusou a assinar a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do estado democrático de direito”, que alguns dos maiores empresários brasileiros assinaram e já conta com mais de 500 mil signatários.
“Não vou assinar. Quero assumir uma posição de neutralidade para ajudar o Brasil. Eu tenho canal com os dois, mas não apoio nem o Lula e nem o Bolsonaro. Sempre apoiei os governos. O que eu quero é ficar por perto, procurar ajudar e influir. Assim como fiz nos governos Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro”, afirmou o empresário, em declaração obtida pela couna de Lauro Jardim, no Globo.
Além das doações de Diniz, foram recebidas quantias de mais de centenas de milhares de reais pelo Novo de nomes como Patrice Etlin, sócio da Advent International, Paulo Sergio Coutinho Galvão Filho, CEO da GL Holdings e conselheiro dos grupos Klabin e RaiaDrogasil, Luis Stuhlberger, do Fundo Verde, Jayme Garfinkel, ex-presidente do conselho de administração da Porto Seguro e Eugenio Mattar, presidente do Conselho de Administração da Localiza.






Deixe um comentário