A pedido da PF, Mendonça autorizou quebra de sigilos de filho de Lula

Medida foi solicitada pela Polícia Federal em janeiro e integra investigação sobre fraudes em benefícios do INSS

A Polícia Federal solicitou em janeiro de 2026 a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido por Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A autorização foi concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria das investigações que apuram fraudes em descontos aplicados a beneficiários do INSS. As informações foram publicadas originalmente pelo Poder360.

O pedido da PF ocorreu semanas antes de a CPMI do INSS aprovar medida semelhante no Congresso. A decisão judicial incluiu ainda a determinação para que provedores de internet preservem e-mails e dados vinculados ao investigado pelo tempo necessário à apuração.

Indícios e suspeitas no inquérito

Documentos preliminares reunidos pela investigação indicam a suspeita de que o filho do presidente possa ter recebido repasses mensais de cerca de R$ 300 mil ligados ao esquema de desvios na Previdência. Segundo a apuração, o pagamento teria sido realizado pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro de 2025.

A defesa de Fábio Luís nega qualquer irregularidade. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que as menções ao cliente são “fofocas e vilanias” e classificou as suspeitas como tentativa de atingir o governo e a família presidencial.

Declarações de Lula e andamento da apuração

O presidente Lula afirmou publicamente que não interferirá na investigação. Em dezembro de 2025, declarou: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Já em fevereiro de 2026, relatou conversa com o filho e disse: “Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço. Se não tiver, se defenda”.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mantém o presidente informado sobre o andamento das investigações, segundo o portal.

Outros casos sob relatoria de Mendonça

Além do inquérito sobre o INSS, o ministro André Mendonça também conduz no STF investigações relacionadas ao Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central do Brasil sob suspeita de irregularidades contábeis. Mendonça foi indicado ao Supremo em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro.

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