A Quaest entra em campo neste fim de semana para medir as intenções de voto à Prefeitura de São Paulo. De domingo a terça-feira, 1,2 mil eleitores da capital paulista serão entrevistados presencialmente e o resultado será divulgado na quarta-feira, dia 11. A pesquisa foi encomendada pela Globo a um custo de R$ 114,6 mil.
Será a primeira pesquisa Quaest feita depois do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. E também depois do debate promovido pela TV Gazeta/MyNews, com muitos xingamentos e troca de acusações, considerado o pior debate eleitoral já realizado.
Embora tecnicamente pesquisas de institutos diferentes não sejam comparáveis, inevitavelmente a Quaest da semana que vem acabará, de uma maneira ou de outra. cotejada com o Datafolha desta quinta-feira. Nela, Guilherme Boulos (PSOL), com 23%, Pablo Marçal com 22%, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), também com 22%. aparecem empatados, quando se considera a margem de erro. Será, portanto, um bom momento para avaliar ser Marçal bateu num teto do qual não consegue ultrapassar.
Voltando à pesquisa Quaest: a TV é a grande aposta de Ricardo Nunes para estancar sua queda nas pesquisas e recuperar a liderança que registrava desde o início da pré-campanha (liderança que, vez ou outra, era dividida com Guilherme Boulos).
O prefeito de São Paulo tem o triplo de tempo de propaganda na TV do que Boulos. E, na TV, Pablo Marçal não tem direito nem a um segundo. A propaganda eleitoral, portanto, é vista como fundamental para Nunes. São Paulo é a capital brasileira em que, segundo uma pesquisa da Quaest, há umdos maiores percentuais de eleitores que dizem se informar sobre política pela… TV. Um total de 42%.
Já o debate da Gazeta, realizado no domingo, deu traço de audiência. Mas isso pouco importa para os candidatos. Todos usaram seu melhores momentos e suas lacradas para cortes em que aparecem muito bem na foto em suas redes sociais.
O questionário começará querendo saber se o entrevistado já escolheu em quem vai votar. Se a resposta for sim, será perguntado em quem. É uma pergunta importante: as respostas espontâneas apontando um candidato revelam, em geral, uma escolha que tende a não mudar mais até o dia da eleição.
A pesquisa vai testar o grau de conhecimento do eleitor em relação aos candidatos José Luiz Datena (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Marina Helena (Novo), Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB), Tabata Amaral (PSB), Altino (PSTU), João Pimenta (PCO), Ricardo Senese (UP) e Fernando Fatauzzi (DC):”conhece muito”, “conhece pouco”, “ouviu falar” ou “não conhece”.
A pergunta seguinte será para medir a rejeição desses candidatos. O entrevistador vai lendo os nomes e o entrevistado deve dizer se considera votar neste candidato ou se “não votaria nele de jeito nenhum”.
Em seguida, a Quaest questiona: “se a eleição fosse hoje, em qual desses candidatos votaria?”. E mostra a relação dos candidatos. A pergunta seguinte é sobre se essa escolha é definitiva ou pode mudar.
O questionário sobre a intenção de voto segue com uma pergunta sobre um eventual segundo turno. E os cenários propostos incluem Nunes, Boulos e Marçal. São testados confrontos entre cada um deles.
A pergunta seguinte tentará medir quem o eleitor imagina ser o favorito: “Independentemente de quem você vai votar, responda com sinceridade, pelo que você escuta falar na cidade, quem você acha que vai ganhar?” . E, logo depois, a pesquisa questiona o entrevistado se ele sabe qual candidato é apoiado por Lula, por Jair Bolsonaro e por Tarcísio de Freitas.
Há ainda uma pergunta que tentará medir o grau de petismo ou bolsonarismo do eleitor paulista: “Independentemente se quem você acha que vai ganhar, você prefere que o prefeito de São Paulo seja… “aliado do Lula”, “aliado do Bolsonaro” ou “independente”?
A pesquisa Quaest vai medir também a popularidade de Lula, Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas e suas respectivas capacidade de transferência de votos.
A Quaest vai perguntar também sobre o ato de 7 de setembro, que terá ocorrido um dia antes de a pesquisa começar a ser feita. São duas perguntas sobre a manifestação. Se o entrevistado ouviu falar dela e se acha que ela fortalece ou enfraquece a oposição a Lula em São Paulo.
Na última pesquisa Quaest, realizada no fim de agosto, Boulos, 22%, Nunes e Marçal, 19%; e Datena recebeu 12% das intenções de votos. Tabata apareceu com modestos 8%.
Com informações da coluna do repórter Lauro Jardim, em O Globo





