A festa que juntou Cláudio Castro e Eduardo Paes e fez o Rio acreditar que pode voltar a dar certo (veja os vídeos)

RICARDO BRUNO Se não houve convergência nas eleições, o mesmo não se pode dizer nas relações pessoais. Cláudio Castro e Eduardo Paes continuam a cultivar respeito, civilidade e bem querer –  a despeito do antagonismo que lhes foi imposto no processo eleitoral. Paes apoia Rodrigo Neves, o candidato ao Palácio Guanabara do PDT. Castro pleiteia…

FOTOS DAN DELMIRO

RICARDO BRUNO

Se não houve convergência nas eleições, o mesmo não se pode dizer nas relações pessoais. Cláudio Castro e Eduardo Paes continuam a cultivar respeito, civilidade e bem querer –  a despeito do antagonismo que lhes foi imposto no processo eleitoral. Paes apoia Rodrigo Neves, o candidato ao Palácio Guanabara do PDT. Castro pleiteia a reeleição.

Neste domingo, contudo,  após receber a declaração de voto do ex-governador Anthony Garotinho, um reforço e tanto no estratégico início da campanha, o governador resolveu comemorar na  Dias Ferreira, a badalada rua do Leblon, frenético epicentro da Zona Sul. No local,  se realizava a primeira grande festa “junina” do Rio pós-pandemia. Lá, se encontrou com o não menos festeiro Eduardo Paes. A festa tornou-se ainda mais ampla, democrática, ao melhor estilo de um Rio alegre, multilateral, inclusivo – de todos.

Por alguns minutos, em nome da convivência amistosa, do espírito público, do respeito às diferenças, da alteridade – principio, meio e fim das relações políticas em ambiente democrático – Castro e Paes trocaram abraços, afagos e algumas provocações bem humoradas sobre o rumo das eleições.

Castro estava acompanhado do pré-candidato a vice Washington Reis, do deputado Hugo Leal e da deputada Adriana Balthazar, ambos filiados ao PSD de Eduardo Paes, mas muito próximos do governador.

No furdunço do Leblon, o prefeito Eduardo Paes parecia pinto do lixo. Com boné para trás, em estilo despojado carioquérrimo, cantou, dançou e subiu ao palco para reger o grupo de pagode que se apresentava em frente ao Botequim Boa Praça, reinaugurado também neste domingo após o incêndio que o destruiu há quatro meses. Em meio a tantas tarefas, decorrências espontâneas de seu apego à cidade, ainda reservou tempo para troca de carinho – um beijo apaixonado – com a primeira-dama, Cristine.

Se o contraste social nos faz a cidade partida do mestre Zuenir Ventura, em alguns momentos o espírito carioca reaviva o que temos de melhor. Contrapõe otimismo à rotina nem sempre alegre de nosso povo. Neste domingo, pelo menos neste domingo, o Rio era uma festa.

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