49,9% do território do Grande Rio estão dominados pela milícia e pelo tráfico, aponta ONG Fogo Cruzado

A morte de Ecko, em 2021, um dos chefes mais ativos das milícias na Zona Oeste do Rio, deflagrou uma guerra entre os grupos milicianos na região. Esses grupos começaram a se enfrentar e facções de traficantes aproveitaram o racha para também avançar. Atualmente, 49,9% do território do Grande Rio estão dominados pelas milícias e…

A morte de Ecko, em 2021, um dos chefes mais ativos das milícias na Zona Oeste do Rio, deflagrou uma guerra entre os grupos milicianos na região. Esses grupos começaram a se enfrentar e facções de traficantes aproveitaram o racha para também avançar. Atualmente, 49,9% do território do Grande Rio estão dominados pelas milícias e pelo tráfico.

A afirmação foi feita por Cecília Oliveira, da ONG Fogo Cruzado, à jornalista Míriam Leitão, do Globo. Cecília disse que, neste ano, os tiroteios na área aumentaram 54% em relação a 2022, e as mortes cresceram 123%.

Mas há dados ainda mais chocantes. As áreas dominadas pela milícia nos últimos 16 anos cresceram 378% e hoje atingem metade do território da Grande Rio, segundo a ONG.

O governador Cláudio Castro disse para que o crime não ousasse desafiá-lo e naquele mesmo momento ele estava sendo desafiado. Chamar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica não resolve, pois não há um plano.

O estado brasileiro precisa ter um plano para saber como agir, porque perdeu a soberania da metade do território da Grande Rio.

Lembrando que o Rio de Janeiro tem uma peculiaridade que é o fato de o ex-governador, Wilson Witzel, ter acabado com a secretaria de Segurança Pública. O estado que tem uma das crises de segurança mais agudas não tem uma secretaria responsável pela segurança, e Castro não corrigiu essa deficiência.

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