Após PSB romper acordo, Quaquá pede à direção nacional do PT que não oficialize aliança com Marcelo Freixo

RICARDO BRUNO Em resposta à decisão do PSB de oficializar a candidatura de Alessandro Molon ao Senado, rompendo unilateralmente o acordo firmado com a direção nacional do  PT, o vice-presidente nacional do partido Washington Quaquá enviou, na noite desta quarta-feira, documento à presidente Gleisi Hoffman, solicitando a revisão da posição da legenda no Rio. Pela…

RICARDO BRUNO

Em resposta à decisão do PSB de oficializar a candidatura de Alessandro Molon ao Senado, rompendo unilateralmente o acordo firmado com a direção nacional do  PT, o vice-presidente nacional do partido Washington Quaquá enviou, na noite desta quarta-feira, documento à presidente Gleisi Hoffman, solicitando a revisão da posição da legenda no Rio. Pela proposição, o PT não oficializaria, em sua convenção, a aliança com o pré-candidato pessebista ao governo, Marcelo Freixo, homologando apenas a candidatura de André Ceciliano ao Senado. E reabriria o debate sobre a adoção da palanques múltiplos no estado para ampliar os apoios a Lula no Rio.

“Diante do descumprimento do acordo por parte do PSB, solicito a revisão da posição do PT no Rio. Qual seja: Que o PT RJ homologue a candidatura de André Ceciliano ao Senado e busque discutir com todas as forças do Rio de Janeiro a ampliação do palanque do presidente Lula. Ou que pelo menos seja reaberta a discussão”, propõe o dirigente petista.

No documento, Quaquá diz ainda que Freixo agrega rejeição à candidatura de Lula, reduz a penetração da campanha a setores médios em áreas da Zona Sul.  Para Quaquá, os prejuízos provocados pelo pré-candidato do PSB a Lula vão além: desvia o debate de temas centrais da economia para pautas de comportamento e de combate à corrupção nos moldes lajavatistas.

Leia a íntegra da proposição, que foi endereçada com cópia ao deputado José Guimarães, presidente do Grupo de Trabalho Eleitoral; ao Diretório e à Executiva Nacional e ao Diretório e Executiva do PT-RJ:

A presidenta Gleisi Hoffman;

Ao deputado Guimarães PT/CE, coordenador do GTE

Ao Diretório e a Executiva nacional do PT

Ao Diretório e a Executiva do PT RJ.

É inadmissível a decisão do PSB do Rio de Janeiro tomada na convenção realizada nesta quarta feira, 20 de julho de 2022, de oficializar a chapa Freixo pra governador e Molon pro Senado, descumprindo todos os acordos feitos com o PT.

No que pese o fato da candidatura Freixo agregar imensa rejeição a candidatura do presidente Lula no Estado do Rio de Janeiro e reduzir sua margem de ação socialmente a um setor da classe média e geograficamente nas áreas mais ricas da capital, trazendo imensos prejuízos a candidatura Lula.

Traz também intrínseca à temática de disputa mais cara e mais favorável ao bolsonarismo, desviando o debate dos temas centrais da economia e das dificuldades da vida do povo, para temas de comportamento e para a pauta lavajatista da “corrupção”, como areia para fechar os olhos do povo para seus problemas essências.

Tal política já vem restringindo o palanque do presidente Lula, que tem espaço pra crescer em todas as candidaturas, isolando o bolsonarismo. Ao invés disso, nós é que estamos nos isolando no Estado.

Diante do descumprimento do acordo por parte do PSB, solicito a revisão da posição do PT no Rio. Qual seja: Que o PT RJ homologue a candidatura de André Ceciliano ao Senado e busque discutir com todas as forças do Rio de Janeiro a ampliação do palanque do presidente Lula. Ou que pelo menos seja reaberta a discussão.

São Paulo, 20 de julho de 2022.

Washington Quaquá

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