O cineasta José Mojica Marins, criador do icônico personagem Zé do Caixão, completaria 90 anos nesta sexta-feira (13). Para marcar a data, o Centro Cultural São Paulo promove uma sessão gratuita e ao ar livre do clássico À meia-noite levarei sua alma (1964), primeiro filme em que o personagem aparece.
Conhecido como o “pai do terror brasileiro”, Mojica morreu em 2020, vítima de broncopneumonia. Seu trabalho marcou a história do cinema nacional e influenciou gerações de realizadores.
Legado no cinema
Em entrevista, o professor Crounel Marins, filho mais velho do cineasta, destacou a criatividade e a visão artística do pai.
Segundo ele, Mojica tinha grande capacidade de imaginar cenas e visualizar o resultado final antes mesmo da edição.
“Ele tinha uma capacidade de enxergar uma cena e imaginar como ficaria depois de editada”, afirmou.
Pioneiro do terror brasileiro, o diretor também foi precursor na produção de filmes de baixo orçamento no país, mostrando que era possível fazer cinema com poucos recursos e muita criatividade.
Sucesso do personagem
O personagem Zé do Caixão ganhou notoriedade rapidamente após a estreia de À meia-noite levarei sua alma. Antes mesmo dos 30 anos, José Mojica Marins já era uma figura conhecida no meio artístico e recebia reconhecimento internacional.
De acordo com o filho, o cineasta tinha consciência da dimensão de seu trabalho, especialmente quando era recebido com respeito em eventos no exterior.
Infância e preconceito
O filho do diretor contou que, durante a infância, conviveu com preconceito por causa do personagem, que causava medo e estranhamento entre colegas de escola.
Com o passar dos anos, porém, a percepção mudou e os filmes de Mojica passaram a ser reconhecidos como obras importantes do cinema brasileiro.
Crounel começou a trabalhar com o pai ainda na adolescência, acompanhando cursos de teatro e cinema e participando de produções realizadas pelo diretor.






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