Zanin recusou convite de Lula para abandonar carreira na Justiça

Após a eleição do ano passado, o advogado Cristiano Zanin Martins rejeitou a sondagem do presidente Lula sobre a possível ocupação de um cargo no governo. “Não, presidente. Quero continuar minha carreira no sistema de Justiça”, respondeu. Duas semanas após a posse, emissários de Lula o abordaram para saber se ele aceitaria a indicação ao STF…

Após a eleição do ano passado, o advogado Cristiano Zanin Martins rejeitou a sondagem do presidente Lula sobre a possível ocupação de um cargo no governo. “Não, presidente. Quero continuar minha carreira no sistema de Justiça”, respondeu.

Duas semanas após a posse, emissários de Lula o abordaram para saber se ele aceitaria a indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) na vaga do ministro Ricardo Lewandowski, aposentado em abril.

Segundo o repórter Julio Wiziak, da Folha de S. Paulo, o sim do advogado desencadeou uma crise sobre ele. Zanin passou a receber punhaladas de aliados que, pela frente, dizem apoiá-lo, mas que, por trás das cortinas, operavam para outros candidatos como Manoel Carlos, preferido de Lewandowski, Bruno Dantas, presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), e Pedro Serrano, ex-procurador do estado de São Paulo, ligado ao grupo Prerrogativas.

Zanin será sabatinado pelo Senado, que irá questioná-lo sobre a proximidade com o presidente para saber que posição adotará nas ações que envolvem Lula.

Garantista, ele vai se considerar impedido nos casos em que atuou como advogado de Lula e, nas outras ações, entre elas as eventualmente movidas ao longo do novo mandato do presidente, se considerará desimpedido para o julgamento.

Embora preferisse outros candidatos, a maioria dos ministros da corte não vislumbra óbices a Zanin. Nos bastidores, mencionam que Alexandre de Mores, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, sofreram críticas similares.

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