O ministro do TSE, Raul Araújo, que está votando no julgamento do pedido de inelegibilidade de Jair Bolsonaro, foi interrompido e questionado há pouco pela ministra Carmem Lúcia, por estar tratando a citação da minuta golpista encontrada com o ex-ministro Anderson Torres como uma das alegações usadas pelo relator do caso para votar pela condenação do ex-presidente.
Carmem Lúcia disse que não entendeu que a minuta, encontrada posteriormente à reunião em que Bolsonaro depreciou as eleições em fala para embaixadores convocados ao Palácio da Alvorada, fosse uma das provas contra o ex-presidente.
Convidado a explicar seu voto, o relator, Benedito Gonçalves, confirmou que não usou a minuta como prejudicial a Bolsonaro, já que ela não está em questão.
Raul Araújo, retomando a palavra, insistiu que a minuta golpista foi usada, sim, como prova contra Bolsonaro.
Sua contestação a algo que, segundo o relator, não aconteceu, sugere que seu voto será favorável a Jair Bolsonaro.
Raul Araujo também tem afirmado em seu voto que defende o pleno direito de quem quer que seja criticar o sistema eleitoral, como fez Bolsonaro em palestra a embaixadores, realizada no palácio residencial e com trasmissão pela TV estatal.
(Atualização: o título “Voto de Raul Araújo dá indicações de que votará pela absolvição de Bolsonaro no julgamento do TSE” foi trocado por “Argumentos de Raul Araújo dão indicações de que ele votará pela absolvição de Bolsonaro no julgamento do TSE”)





