Texto do PL das Fake News será analisado na próxima semana; pedido de urgência será votado ainda hoje

O relator do PL das Fake News, Orlando Silva (PCdoB-SP), apresentou os detalhes do texto aos líderes nesta terça-feira (25/4). A reunião aconteceu na residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados, pouco depois de Arthur Lira (PP-AL) garantir a votação do regime de urgência do projeto ainda hoje no plenário da Casa. O texto,…

O relator do PL das Fake News, Orlando Silva (PCdoB-SP), apresentou os detalhes do texto aos líderes nesta terça-feira (25/4). A reunião aconteceu na residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados, pouco depois de Arthur Lira (PP-AL) garantir a votação do regime de urgência do projeto ainda hoje no plenário da Casa.

O texto, cuja aprovação é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso, foi aceito pelas lideranças, que deixaram a reunião e seguiram para a Câmara. A votação do mérito da proposta está prevista para a próxima terça-feira (2/5), de acordo com o próprio Orlando. Isso dá à base aliada ao Planalto um pouco mais de tempo para arrefecer a crescente pressão de plataformas, como Google e Facebook, contra o projeto.

“Fiz uma exposição aos líderes de todos os partidos da Câmara dos Deputados e ao presidente Arthur Lira sobre o PL 2630. A decisão dos líderes é propor a votação hoje do requerimento de urgência e o projeto de lei será votado na próxima terça-feira”, disse Orlando Silva.

Na Câmara, há resistência à celeridade para apreciação do projeto. Alguns partidos querem mais tempo para discutir os detalhes da proposta. Há, inclusive, pedido para abertura de uma Comissão Especial para debater o texto. Lira quer aprovar o regime de urgência, que requer 257 votos, ainda nesta terça. Caso isso aconteça, a tramitação do PL é acelerada e o texto pode ir direto ao plenário já na próxima semana.

Inicialmente, o projeto foi apresentado com o intuito de evitar a disseminação de conteúdo falso ou enganoso. Porém, após idas e vindas na Câmara, o PL se transformou numa proposta mais ampla, que regula as redes sociais, buscadores e aplicativos de mensagens.

O texto estabelece uma série de obrigações para as redes sociais, plataformas e veículos de comunicação. Um dos pontos previstos é a responsabilização das empresas quando conteúdo com desinformação for impulsionado.

Empresas como o Google criticam a restrição sobre o compartilhamento de dados com terceiros. Em carta, o buscador disse que a medida pode prejudicar as empresas que usam seus serviços de publicidade.

“Se o texto atual do projeto de lei for aprovado, milhares de pequenas e médias empresas no Brasil – muitas delas ainda se recuperando da crise causada pela pandemia – terão dificuldades em aumentar suas vendas com a ajuda da publicidade on-line […] Dessa maneira, os anúncios digitais podem gerar menos vendas e as empresas pequenas terão de investir mais para alcançar o mesmo número de clientes”, diz a big tech.

O PL das Fake News, como é conhecido o Projeto de Lei nº 2630/20, cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. O texto foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) em 2020 e aprovado no Senado. Se aprovado na Câmara, o texto retorna ao Senado.

O projeto é alvo de críticas, principalmente de deputados bolsonaristas, e prevê o estabelecimento de medidas de combate à disseminação de conteúdo falso nas redes sociais e serviços de mensagens, como WhatsApp e Telegram.

Até então sem consenso, o texto nunca foi de fato à votação. Sua tramitação ganhou novo gás após a eleição do presidente Lula, que colocou a aprovação do texto entre as prioridades do seu governo.

Com informações do Metrópoles.

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