Pais, alunos e professores do Ciep Ayrton Senna realizaram uma manifestação, na manhã desta terça-feira (3), na Autoestrada Lagoa-Barra, na altura da Rocinha, Zona Sul do Rio, para cobrar a normalização do fornecimento de energia elétrica na unidade.
A escola está há 41 dias funcionando sem luz, após um curto-circuito seguido de incêndio atingir a sala de mídia, em 20 de janeiro, comprometendo a rede elétrica.
O ato começou por volta das 11h30, no horário de saída dos estudantes, e reuniu responsáveis e integrantes da comunidade escolar em frente à unidade, que é a única de ensino médio da região. Um vídeo divulgado pelo perfil Rocinha em Foco mostra a movimentação no local.
Assista:
Segundo o Centro de Operações Rio (COR-Rio), a Autoestrada Lagoa-Barra chegou a ser interditada no sentido Gávea por causa da manifestação, mas foi liberada após o término do protesto. Ainda assim, o trânsito segue com retenções a partir da Ponte da Joatinga.
Como alternativa, motoristas podem utilizar a Avenida Niemeyer, onde o fluxo está intenso a lento, a partir da Avenida Prefeito Mendes de Moraes.
Relembre o caso
Segundo Wilton Porciúncula, coordenador-geral do Sepe Regional 1, a situação tem sido desgastante para alunos, professores e funcionários.
“O Ciep vem funcionando sem luz e sem água, as condições são muito difíceis. Nós consideramos inaceitável a situação colocada hoje para a comunidade aqui da Rocinha, atendida pela única unidade escolar de ensino médio em toda a região. Estamos cobrando, da Secretaria Estadual de Educação e do governador, providências imediatas. É insalubre! Já houve princípio de incêndio na escola”, disse.
A unidade atende cerca de 1.200 alunos que, de acordo com responsáveis, estão tendo aulas em meio turno e, em parte do tempo, no pátio.
“Nossa escola pede socorro, nossas crianças e adolescentes sem estudo, como isso é possível? Como podem negligenciar a educação desse jeito? São nossos filhos sem educação de qualidade”, desabafou uma das mães nas redes sociais.
“Não tem água nos banheiros e nem nos bebedouros”, reforçou outra.
O que diz a secretaria?
Procurada, a Secretaria Estadual de Educação informou que a unidade foi vistoriada e que a liberação de recursos já está em andamento para que os danos causados pelo curto-circuito sejam solucionados o mais rapidamente possível.
“Até a normalização da situação, as aulas seguirão em horário reduzido. A pasta esclarece ainda que apenas algumas atividades estão sendo realizadas no pátio da escola. Em relação à estrutura física, a unidade passou por melhorias em 2025, contemplando salas de aula, banheiros, cozinha, entre outros espaços. Quanto ao quadro docente, a Seeduc está realizando a contratação de professores temporários para suprir a carência existente na unidade”, diz.






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