Cinco pessoas foram resgatadas na sexta-feira (2) após viverem uma experiência extrema na floresta amazônica da Bolívia. O grupo, composto por três mulheres, uma criança e o piloto, sobreviveu à queda de um avião de pequeno porte e permaneceu por cerca de 36 horas sobre a fuselagem da aeronave, virada dentro de um pântano infestado de jacarés.
🇧🇴| Cinco personas sobrevivieron a un accidente de avioneta en la Amazonía de Bolivia y permanecieron 36 horas varadas en un pantano antes de ser rescatadas este viernes, informaron autoridades. pic.twitter.com/u6vcrMKkwm
— quiero tv (@quierotv_gdl) May 2, 2025
O acidente ocorreu na região de Beni, no nordeste do país, e os ocupantes foram encontrados por pescadores locais. Segundo Wilson Ávila, diretor do Centro de Operações de Emergência da região, “os cinco estavam em cima do avião em excelentes condições”.
A aeronave havia decolado na quarta-feira (30) da cidade de Baures com destino a Trinidad. Ambas ficam no departamento de Beni e estão separadas por cerca de 180 quilômetros. Logo após a decolagem, o voo passou a ser monitorado pelas autoridades, após a perda de contato com os passageiros. Desde então, o grupo era considerado desaparecido.
O piloto, Andrés Velarde, de 29 anos, contou à imprensa local que enfrentou uma situação crítica durante o trajeto. Segundo ele, a aeronave começou a perder altitude e foi necessário um pouso forçado para evitar uma colisão com as montanhas. “Estávamos cercados por jacarés que vinham até nós, a três metros de distância”, relatou Velarde, já internado no hospital após o resgate.
O local escolhido para o pouso de emergência foi uma planície alagada próxima a uma lagoa, onde o avião acabou tombando. Além dos jacarés, os sobreviventes também avistaram uma sucuri. “Ficamos quase 36 horas sem conseguir dormir”, afirmou o piloto.
Durante o período de espera pelo resgate, o grupo sobreviveu graças à farinha de mandioca que uma das passageiras levava consigo. “Não podíamos beber água e não podíamos ir a outro lugar por causa dos jacarés”, lembrou Velarde.
As causas exatas do acidente ainda não foram determinadas. Em Beni, o uso de táxis aéreos é comum, principalmente por causa da precariedade das estradas e da densa vegetação, que dificultam o transporte terrestre. As condições adversas da região frequentemente obrigam os moradores a recorrer a voos regionais em aviões de pequeno porte, muitos dos quais operam sob condições limitadas de infraestrutura.





