Vídeo: Carla Machado deixa o PT após embates internos e mira novo partido

Deputada aproveita janela partidária e encerra segunda passagem pela legenda depois de algumas divergências políticas

Depois de um período marcado por divergências internas, a deputada estadual Carla Machado deixou o Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A desfiliação foi formalizada na última quarta-feira, dentro da janela partidária que se encerra no início de abril. A ex-prefeita de São João da Barra comunicou a decisão por meio das redes sociais, sem revelar qual será sua próxima legenda.

Ao anunciar sua saída, afirmou estar aproveitando o prazo legal da janela partidária. “Nós temos essa janela até o dia 4, estou conversando e vou estar em outro partido com vistas à eleição”, disse. A deputada também indicou que pretende disputar novamente uma vaga no Legislativo estadual. “A gente vai disputar de novo uma vaga no legislativo fluminense, na Alerj”, acrescentou.

Trajetória e idas e vindas

Carla teve uma relação marcada por idas e vindas com o PT. Filiada em 2004, foi eleita prefeita de São João da Barra pela primeira vez naquele ano. Em 2016, migrou para o PP, retornando ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Naquele momento, a convite do então deputado federal Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, renunciou ao quarto mandato como prefeita para disputar uma vaga na Alerj e coordenar a campanha presidencial no Norte Fluminense.

Conflitos internos

Durante sua passagem pelo Legislativo, a deputada acumulou episódios de divergência com a direção estadual do partido. Em 2023, votou favoravelmente à concessão do título de cidadã fluminense à ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, proposta apresentada por Índia Armelau, contrariando parte da base petista.

No ano seguinte, buscou viabilizar uma candidatura à prefeitura de Campos dos Goytacazes, mesmo com a definição prévia do partido pelo nome de Jefferson Manhães. À época, chegou a ser sondada pelo então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar para disputar o pleito pelo União Brasil, legenda que ele comandaria ao sair do PL.

A articulação, no entanto, enfrentou resistência interna: Washington Quaquá chegou a ameaçar ingressar na Justiça Eleitoral para reivindicar o mandato parlamentar, caso a deputada deixasse o PT. As negociações acabaram não avançando.

A tensão aumentou em 2025, quando Carla enfrentou uma Comissão de Ética do partido após votar pela revogação da prisão de Bacellar, contrariando a orientação da sigla.

Ausência em eleição

A deputada também esteve ausente da sessão que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência da Alerj, realizada na quinta-feira (26) e posteriormente anulada pela Justiça.

Em suas redes sociais, ela justificou a decisão e criticou a condução do processo. Ela também fez críticas à forma de atuação de setores do governo estadual.

Ao comentar o cenário político, a deputada avaliou as dificuldades da atuação partidária. “Essa política está muito complicada e é uma missão fazer política direita, política propositiva, que visa facilitar a vida daquelas pessoas que mais precisam”, disse. Assista:

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