A Embaixada Argentina em Caracas abriga desde segunda-feira (25) líderes da oposição venezuelana, em meio a um ambiente de crescente tensão entre o governo de Javier Milei e o regime de Nicolás Maduro. O prédio, que está sem luz desde então, se tornou refúgio para dirigentes opositores após uma série de eventos políticos tumultuados.
O episódio teve início com o encerramento do prazo para inscrição de candidaturas presidenciais, no qual a principal postulante da oposição, a professora universitária Corina Yoris, 80 anos, foi impedida de se registrar. Esse desdobramento gerou críticas do governo Lula, marcando uma inédita intervenção em assuntos venezuelanos.
No mesmo dia, Maduro oficializou sua candidatura para um possível mandato de 18 anos consecutivos, e durante um comício afirmou ter frustrado uma tentativa de assassinato por parte de membros do partido opositor Vente Venezuela. As acusações de terrorismo e ações desestabilizadoras contra essa força política têm sido negadas veementemente.
A tensão política se intensificou com a prisão de membros do Vente Venezuela pelo Ministério Público venezuelano, controlado pelo regime, o que levou alguns deles a buscar refúgio na embaixada argentina. Atualmente, seis dirigentes opositores estão asilados na residência oficial, incluindo Magalí Meda, considerada o braço direito de María Corina Machado, que venceu com folga as primárias da oposição em outubro passado e era favorita nas pesquisas, mas foi inabilitada para concorrer a cargos públicos por 15 anos pelo regime chavista
A Argentina expressou preocupação com o incidente que resultou na falta de energia elétrica na residência oficial em Caracas, advertindo o governo venezuelano sobre qualquer ação que coloque em perigo a segurança do pessoal diplomático e dos cidadãos sob proteção argentina.
Em resposta, o governo argentino decidiu enviar agentes federais para garantir a segurança da embaixada e da residência oficial, atualmente protegidas por policiais venezuelanos.
A Argentina expressou preocupação com o incidente que resultou na falta de energia elétrica na residência oficial em Caracas, advertindo o governo venezuelano sobre qualquer ação que coloque em perigo a segurança do pessoal diplomático e dos cidadãos sob proteção argentina.
Em resposta, o governo argentino decidiu enviar agentes federais para garantir a segurança da embaixada e da residência oficial, atualmente protegidas por policiais venezuelanos.
Com informações da Folha de S.Paulo
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