Valdemar pressiona Baleia para MDB do Rio seguir com Ramagem; partido está dividido e consenso é quase impossível

Semana passada, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, telefonou para o seu homólogo no MDB, Baleia Rossi, e pediu reciprocidade no Rio com alegação ao apoio de Jair Bolsonaro a Ricardo Nunes em São Paulo

RICARDO BRUNO

Fiel à tradição frentista, onde se misturam gregos e troianos, o MDB fluminense está irremediavelmente dividido em relação às eleições municipais.

 Convivem na sigla três grupos com posições absolutamente distintas: o liderado pelo presidente Washington Reis, que defende o apoio ao bolsonarista Alexandre Ramagem e se esforça para negociar a indicação do vice; o grupo do vice-governador Thiago Pampolha e da família Picciani que não irá sob qualquer hipótese seguir ao lado do candidato do PL; e, minoritária, a turma de Otoni de Paula, que, inicialmente, defendia a candidatura própria – no caso, do próprio parlamentar – mas já se articula para o apoio ao bolsonarista.

Com aproximação do início da campanha, as posições estão se estreitando; a hipótese de candidatura própria já e considerada carta fora do baralho. De olho em Duque de Caxias, onde tenta eleger o sobrinho prefeito, Reis trabalha pela aliança com Jair Bolsonaro.  E Pampolha e os Picciani se aproximam de Eduardo Paes.

Semana passada, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, telefonou para o seu homólogo no MDB, Baleia Rossi, e pediu reciprocidade no Rio com alegação ao apoio de Jair Bolsonaro a Ricardo Nunes em São Paulo. Baleia se comprometeu a trabalhar os companheiros do Rio nesta direção.

Ontem, quinta-feira, Baleia recebeu em seu whattsap matéria da Agenda do Poder com o vídeo em que Alexandre Ramagem se vangloria de ter prendido os principais ex-líderes do partido no Rio, a começar pelo ex-deputado Jorge Picciani. A mensagem foi seguida de um comentário incisivo: “É impossível a gente estar junto dele”.

O fato objetivo é que independentemente de resoluções formais, a possibilidade de consenso entre os emedebistas é remota. Uns devem seguir com Ramagem – Washington e Otoni – e outros com Paes – Pampolha e os Picciani.

A propósito, Leonardo Picciani, secretário nacional de Saneamento, só se refere a Ramagem como “um desqualificado”.

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