Valdemar Costa Neto liga CPI do Master às eleições e revela plano do PL para reduzir rejeição de Flávio

Presidente do PL aponta impacto político de investigação, elogia Michelle e traça plano para Flávio Bolsonaro em entrevista ao Canal Livfre

As declarações do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, ao Canal Livre deste domingo, 1, na Band, colocaram no centro do debate não apenas a possível CPI do Banco Master, mas também o futuro da direita nas eleições de 2026. Segundo ele, a investigação no sistema financeiro pode atingir “meio mundo” e provocar uma reconfiguração no cenário político nacional.

De acordo com o dirigente partidário, há relatos de pressão para que prefeituras e governos estaduais invistam em títulos e ações da instituição financeira, o que ampliaria o alcance das apurações. Para Costa Neto, o desdobramento do caso pode revelar um esquema de proporções ainda desconhecidas.

A dimensão das suspeitas, na avaliação do presidente do PL, tem potencial para influenciar diretamente o ambiente eleitoral e as articulações partidárias nos próximos anos.

Resistência no Senado e disputa pelo formato da comissão

Apesar da gravidade das declarações, a criação da CPI enfrenta obstáculos políticos. Costa Neto relatou que o senador Rogério Marinho teria informado sobre resistência dentro do Senado para a abertura da comissão.

Segundo ele, parte dos parlamentares estaria condicionando o avanço de outras pautas à não instalação da investigação, e apontou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, como um dos articuladores contrários.

Outro impasse envolve o modelo da comissão. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, defende uma CPI mista, enquanto senadores preferem um colegiado exclusivo, o que pode atrasar ou inviabilizar o processo.

Investigação pode atingir aliados e influenciar eleições

Mesmo com a possibilidade de a apuração alcançar nomes ligados ao próprio partido, Costa Neto afirmou que a bancada do PL apoia a criação da CPI. Ele também minimizou a relação de um ex-administrador do banco com campanhas eleitorais de Tarcísio de Freitas e do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que as doações foram legais.

Durante a entrevista, o dirigente concordou que a investigação pode se tornar um fator decisivo para as próximas eleições, dependendo da abrangência das revelações.

O avanço da comissão, no entanto, dependerá da correlação de forças no Congresso e da disposição política das lideranças.

Michelle Bolsonaro é vista como fenômeno eleitoral

Ao abordar o futuro da direita, Costa Neto classificou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como um “fenômeno” dentro do campo conservador, destacando sua capacidade de comunicação e engajamento com o eleitorado.

Segundo ele, pesquisas indicam que o potencial eleitoral da ex-primeira-dama é real e relevante para as estratégias do partido. Apesar disso, a entrada dela em uma disputa pelo Executivo enfrentaria resistência do próprio Jair Bolsonaro.

De acordo com o presidente do PL, o ex-chefe do Planalto prefere manter a esposa fora de uma candidatura direta ao Executivo, o que cria um impasse interno nas definições para 2026.

Bolsonaro segue como principal cabo eleitoral da direita

Mesmo inelegível, Jair Bolsonaro continua sendo apontado como peça central nas decisões do campo conservador. Para Costa Neto, qualquer candidatura competitiva passará pelo aval do ex-presidente.

A influência do ex-mandatário é considerada determinante para a escolha de nomes e para a definição das alianças eleitorais nos próximos anos.

Esse cenário reforça o peso político da família Bolsonaro nas articulações partidárias.

Plano do PL busca reduzir rejeição a Flávio Bolsonaro

O presidente do PL também admitiu preocupação com a rejeição que o senador Flávio Bolsonaro pode herdar do pai caso se consolide como candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo Costa Neto, o partido trabalha na elaboração de um plano de governo que permita ao parlamentar discutir temas nacionais e se desvincular da polarização mais radical.

A estratégia é apresentar Flávio como uma alternativa viável para eleitores que rejeitam o governo atual, mas também demonstram resistência ao bolsonarismo mais ideológico.

Com isso, o PL tenta construir uma candidatura competitiva e menos associada aos índices de rejeição do ex-presidente.

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