Rodrigo Vilela
O PL estuda o que fazer com a cadeira deixada pelo governador Cláudio Castro, caso tente o Senado no ano que vem. O presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, é um dos principais entusiastas da candidatura do governador. Acontece que nem mesmo ele sabe qual seria a saída caso isto acontecesse, já que pela linha de sucessão, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, assumiria o cargo.
“Nosso candidato, em princípio, é o Castro, que viria em uma dobradinha com o Flávio. A gente só não sabe como fazer para ele deixar a cadeira no ano que vem, quem assumiria, já que o vice-governador (Thiago Pampolha) foi para o TCE. Ainda estudamos as várias possibilidades”, disse Valdemar, abençoando a candidatura de Castro, mas mostrando que a situação já repercute em Brasília.
Como o Agenda do Poder mostrou, só há uma chance de Cláudio Castro deixar o comando do Palácio Guanabara em abril de 2026 para se candidatar ao Senado: se obtiver o compromisso formal dos deputados e líderes partidários da base de apoio ao nome que indicar para a eleição indireta na Alerj, responsável por escolher o governador do mandato-tampão. Se não houver consenso, Castro prefere concluir o mandato para o qual foi eleito com quase 60% dos votos válidos.
A cúpula do PL do Rio aguarda o resultado do julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir as peças do tabuleiro eleitoral do ano que vem. De acordo com o senador Flávio Bolsonaro, o partido aguarda as decisões do tribunal sobre o Castro e Rodrigo Bacellar para definir quais serão as suas apostas para 2026. Flávio não trata Bacellar como “carta fora do baralho”, como já dito anteriormente pela família Bolsonaro, mas diz que ele é “mais um nome que se coloca neste momento”.
A votação deve ser realizada neste mês, mas, diante da probabilidade de pedido de vista, a sentença deve ficar para o ano que vem.
“O PL do Rio só se decidirá sobre os nomes que concorrerão ao governo e Senado no ano que vem. Temos o julgamento do caso Ceperj, que pode mudar tudo. Esperamos que todos os quadros julgados passem ilesos, mas existe a possibilidade de inelegibilidade, o que nos deixa com as peças no tabuleiro, esperando 2026. O Bacellar é mais um nome que se coloca nesse momento, não tomaremos nenhuma decisão”, afirma o senador.






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