TSE cancela envio de técnicos para acompanhar eleições da Venezuela após ataques de Maduro ao sistema eleitoral brasileiro

Em comício, Maduro afirmou que as eleições no Brasil, Estados Unidos e Colômbia não são auditadas, alegando que o ‘melhor sistema eleitoral do mundo’ é o venezuelano

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (24) não mais enviar técnicos para acompanhar as eleições na Venezuela depois de o ditador Nicolás Maduro questionar, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro.

Em um comício na noite de terça-feira, Maduro afirmou que as eleições no Brasil, Estados Unidos e Colômbia não são auditadas, alegando que o “melhor sistema eleitoral do mundo” é o venezuelano. Essas declarações provocaram uma resposta do TSE.

“Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo”, declarou o TSE em nota divulgada na noite desta quarta-feira (24).

O tribunal ainda reforçou sua posição sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro: “A Justiça Eleitoral brasileira não admite que, interna ou externamente, por declarações ou atos desrespeitosos à lisura do processo eleitoral brasileiro, se desqualifiquem com mentiras a seriedade e a integridade das eleições e das urnas eletrônicas no Brasil”.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela havia convidado o TSE a enviar dois técnicos para acompanhar as eleições do país, marcadas para este domingo (28). Inicialmente, o tribunal recusou o convite, mas depois decidiu enviar os servidores na condição de convidados internacionais.

O ataque de Maduro ao sistema brasileiro ocorreu um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressar preocupação com declarações do venezuelano sobre um “banho de sangue” caso ele seja derrotado nas eleições.

Nesta quarta-feira (24), Maduro voltou a mencionar o Brasil durante uma entrevista coletiva, afirmando: “Temos fronteiras e boas relações com Colômbia, Brasil e o resto do Caribe. Boas relações, ou seja, ninguém deve se meter nos assuntos internos da Venezuela, porque nós não nos metemos nos assuntos internos de ninguém”.

Com informações da Folha de S. Paulo.  

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