Trump confirma que Ali Khamenei foi morto em bombardeio e promete ampliar ataques ao Irã

‘Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e de rastreamento’, afirma o presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em um bombardeio conduzido por forças americanas com cooperação de Israel. A declaração foi feita em sua rede social.

Segundo Trump, Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência dos Estados Unidos e sua morte representaria um marco para o povo iraniano e para a segurança internacional.

Declaração de Trump eleva tensão internacional

Em sua publicação, o presidente norte-americano afirmou que a ofensiva contra o Irã continuará e defendeu que forças de segurança iranianas abandonem o regime e apoiem a população. Ele escreveu:

“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários. Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e de rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes mortos junto com ele, pudessem fazer. Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país”, afirmou Trump.

Trump diz que integrantes das Forças Armadas do Irã buscam acordo

“Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte. Como eu disse ontem à noite: ‘Agora eles podem ter imunidade; depois, terão apenas a morte!’ Esperamos que a Guarda Revolucionária e a polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos para devolver ao país a grandeza que merece. Esse processo deve começar em breve, já que não apenas Khamenei morreu, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado. Os bombardeios intensos e precisos, no entanto, continuarão sem interrupção ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”, completou Trump.

A manifestação aumentou a tensão diplomática e militar na região, já sob forte instabilidade após ataques recentes contra alvos iranianos.

Ataques e retaliações no Oriente Médio

Na manhã deste sábado, Estados Unidos e Israel lançaram um ataque em larga escala contra o Irã. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades, deixando mortos e feridos, segundo informações divulgadas pela imprensa iraniana com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho.

Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas no Oriente Médio. O Exército dos EUA informou que não houve militares feridos e classificou os danos como mínimos.

Escalada regional e impacto global

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear iraniano. Ele também afirmou que novos ataques devem ocorrer nos próximos dias e convocou a população iraniana a se mobilizar contra o regime.

O aumento das hostilidades já provoca reflexos econômicos e estratégicos. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana.

Trajetória de Khamenei no poder

Ali Khamenei nasceu em 1939, na cidade de Mashhad, e participou da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini em 1979. Tornou-se presidente do Irã nos anos 1980 e, desde 1989, ocupava o cargo de líder supremo, com autoridade religiosa e política sobre o país.

Durante décadas, foi responsável pelas decisões estratégicas do regime e manteve posição hostil aos Estados Unidos e a Israel, além de apoiar grupos aliados como o Hezbollah e o Hamas. Internamente, seu governo foi marcado por repressão a protestos e crescente insatisfação popular diante da crise econômica e das sanções internacionais.

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