Três postos de combustíveis foram interditados nesta terça-feira (1º) durante a Operação Combustível Zero, realizada em diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio. A força-tarefa do Governo estadual fiscalizou seis estabelecimentos em São Gonçalo, Belford Roxo, Bonsucesso e Santíssimo, resultando ainda em autuações por irregularidades como venda sem licença, armazenamento inadequado e fornecimento de combustíveis em quantidade inferior à indicada.
A operação teve como objetivo combater redes clandestinas de comercialização de combustíveis e coibir crimes contra a ordem econômica, o meio ambiente e a segurança da população. A ação envolveu as secretarias estaduais do Ambiente e Sustentabilidade, Casa Civil e Fazenda, além do Inea, Polícia Militar, Polícia Civil, Operação Foco e Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Um dos principais alvos foi um ponto de venda clandestino na Rua Carvalho de Sá, em Duque de Caxias, onde foram apreendidos dois caminhões-tanque com cerca de 45 mil litros de combustíveis, entre eles 3.850 litros de diesel S500, 850 litros de diesel S10, 450 litros de etanol e 2.800 litros de gasolina. Os produtos estavam armazenados em condições precárias, representando risco iminente de explosão, incêndio e contaminação ambiental.
Em São Gonçalo, o posto interditado funcionava de forma irregular, sem Inscrição Estadual desde 2013 e sem Licença Ambiental de Operação, Certificado do Corpo de Bombeiros e autorização da ANP. Situação semelhante foi verificada em Bonsucesso, onde outro estabelecimento operava com a Inscrição Estadual inativa, o que inviabiliza a comercialização legal de combustíveis.
Na Zona Oeste da capital, em Santíssimo, uma bomba foi lacrada após constatação de fornecimento em volume inferior ao registrado. O posto também descumpria normas como a ausência da tabela de drenagem do diesel.
“Postos clandestinos e combustíveis adulterados são crimes que ameaçam a população, o meio ambiente e a economia. Nosso governo está vigilante e vai continuar combatendo esse tipo de prática com todo o rigor da lei”, afirmou o governador Cláudio Castro.
Durante a operação, técnicos da ANP coletaram amostras para análise da qualidade dos combustíveis, enquanto o Inea e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) avaliaram as condições ambientais dos locais vistoriados.
“Estabelecimentos que operam de forma irregular colocam em risco a população e serão rigorosamente fiscalizados”, destacou o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.





