Esquema de adulteração de gasolina e óleos lubrificantes é desmantelado em Duque de Caxias

Seis pessoas foram presas e três locais utilizados para adulteração foram interditados por uma força-tarefa do Governo do Estado

Seis pessoas foram presas e três locais utilizados para adulteração de óleos lubrificantes e combustíveis em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense foram interditados por uma força-tarefa do Governo do Estado nesta terça-feira (24). A operação contou com agentes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Secretaria de Estado da Fazenda, da Polícia Civil e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Ao todo, 1.440 embalagens de óleo para motor foram apreendidos, além de 13 mil litros de combustível, como etanol, diesel e gasolina, que seriam utilizados para manipulação dos produtos comercializados.

“Estes crimes não aconteceram somente contra a natureza, mas também contra a população fluminense que consumia tais produtos de origem irregular e duvidosa. Ações como essa, que contam com a colaboração de vários órgãos da esfera estadual e federal, são essenciais para que consigamos coibir tais práticas de maneira efetiva”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Os agentes mapearam, há um mês, caminhões vindos de São Paulo com compostos químicos e os distribuíam para empreendimentos de combustíveis que, posteriormente, eram encaminhados para as fábricas clandestinas que produziam os óleos. Os produtos seriam possivelmente destinados à postos de gasolina e lojas de autopeças da Baixada Fluminense. O esquema contava com uma fábrica principal, além de uma menor na comunidade Vai Quem Quer e um galpão de distribuição no bairro Figueiras, que foi interditado pelos agentes. Todo o material foi encaminhado para o Instituto Combustível Legal (ICL), para a destinação final correta.

Durante a operação, agentes da Secretaria de Fazenda constataram que a fabricação de óleo combustível era realizada de forma clandestina, ou seja, o estabelecimento não tinha Inscrição Estadual. Os documentos apreendidos no local serão analisados para investigar toda a cadeia de produção, incluindo fornecedores e revendedores, o que pode levar a emissão de autos de infração e cancelamento de inscrições estaduais.

Os lubrificantes eram feitos a partir de uma linha ampla de produção, até mesmo com marcas e rótulos próprios. O trabalho de inteligência do Inea acompanhou por dias o processo de confecção e montagem na fábrica dentro da comunidade por meio de drones. O responsável pela manipulação dos produtos também estava sendo monitorado e foi preso na manhã de hoje na Rodovia Washington Luiz, à caminho do local. Outras cinco pessoas envolvidas foram presas no local de produção. As prisões contaram com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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